(Apontamento)
Método é o conjunto de procedimentos regulares, explícitos e passíveis de serem repetidos para atingir um objectivo.
Método científico - é o conjunto de procedimentos e técnicas que uma determinada ciência utiliza para explicar e conhecer o seu objectivo.
CIÊNCIA E CONSTRUÇÃO
- VALIDADE E VERIFICABILIDADE DAS HIPÓTESES
Que fazemos quando queremos saber? Perguntamos. Ora, para conhecermos cientificamente a Natureza e as leis a que obedece o seu funcionamento não podemos interrogá-la de qualquer maneira. Temos de fazê-lo de acordo com certas regras, com procedimentos regulares claramente definidos e passíveis de repetição. É a estas regras que vulgarmente se dá o nome de método.
O que é o método científico?
O que tem de específico para tornar a Ciência uma forma diferente das outras formas de conhecer?
Um método é um instrumento, um guia ou o caminho que se segue para alcançar um objectivo.
O método cientifico é, pois, o caminho que o cientista percorre para descobrir, investigar e alcançar os seus objectivos. Abrange os procedimentos ordenados e sistematizados que as diversas ciências seguem para descobrir verdades e leis científicas.
- A verificação, ou experimentação, testa a validade da hipótese.
Lei Científica - é um enunciado universal, postulado a partir do processo da experimentação, que sintetiza numa fórmula um padrão constante de funcionamento da Natureza.
As teorias científicas são modelos teóricos descritivos e interpretativos que combinam e interligam conjuntos de leis e hipóteses explicativas coerentes, permitindo deduzir novas leis ou formular hipóteses com vista à explicação de novos factos.
O MÉTODO CIENTÍFICO
O método científico é constituído pelos passos seguintes:
1 – Observação – registo sistemático dos factos;
2 – Formulação de hipótese – Generalização indutiva;
3 – Teste da hipótese;
4 – Conclusão – passagem a lei científica.
FASES DO MÉTODO INDUTIVO
1. Observação:
- (É diferente da observação natural, do senso comum). A observação não é uma mera observação de factos; implica já todo um trabalho prévio em termos de organização de informações privilegiando certos aspectos a partir de um problema.
Muitas vezes, está já na posse de uma teoria que orienta a selecção dos factos mais relevantes para a resolução do problema (relacionar aquilo que se vê com noções já conhecidas);
Nesta 1ª fase, recorre-se ao uso de instrumentos técnicos (microscópio, balança, etc.) que conferem maior rigor à recolha de dados; aquando desta recolha, dá-se mais importância às qualidades primárias/objectivas, desvalorizando as secundárias/subjectivas que são encaradas como irrelevantes.
2. Formulação de hipóteses:
- Explicação provisória dos fenómenos observados; conjectura; suposição; interpretação antecipada que deverá ser confirmada posteriormente; propõe-se através dela uma resposta a um problema, sem se saber ainda se todo o trabalho seguinte a provará ou refutará. Quando o cientista a formula, pode recorrer a várias formas de raciocínio: - indutivo, dedutivo ou analógico.
Este segundo momento é um momento criativo; quanto mais criativo for o cientista, maior número de hipóteses conseguirá formular e, assim, maiores probabilidades de sucesso terá na fase seguinte; a formulação de hipóteses é uma invenção da imaginação inteligente do cientista (comparação entre a criação artística e a invenção científica; esta última tem, no entanto, um limite: - A relação aos fenómenos a explicar).
3. Experimentação:
- Estudo dos fenómenos em condições que foram determinadas pelo investigador; é uma observação provocada tendo como objectivo o controlo, a verificação da hipótese. Esta experimentação realiza-se em condições artificiais, privilegiadas, em laboratório permitindo a repetição dos fenómenos, a sua simplificação e a variação das condições da experiência. No caso da experimentação não ser possível ou não confirmar a hipótese, o trabalho do cientista terá que recomeçar desde o início.
4. Elaboração da lei/teoria/conclusão:
- Esta lei é formulada em consequência da confirmação das hipóteses; são enunciados que descrevem regularidades e que são apresentados numa linguagem objectiva, matemática.
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