Muitas ideias, pontos de vista... fichas de trabalho, testes, apontamentos de Filosofia, Psicologia e tanto mais. O mundo dos filósofos acontece por aqui, porque filosofamos e estamos num mundo diferente, o nosso... volta mais tarde e estaremos todos juntos, aqui nos "Nabos da Púcara"! Deixa o teu comentário, colabora e entra no reino da Filosofia, enamora-te pelo prazer da reflexão e medita na existência, constrói a tua interioridade pela harmonia e pela vigia enquanto luz da razão. Até já...!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

VAMOS FILOSOFAR? ESTAMOS A CAMINHO...

Vamos filosofar?

"Filosofar é estar a caminho" - Karl Jaspers

Vamos tentar dizer alguma coisa sobre a Filosofia? Que és capaz de dizer?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

VAMOS FILOSOFAR

Vamos filosofar? Ideias? Mais? Um pouco mais. Aceitam-se sugestões e tirem-se os "nabos da púcara".
Ano lectivo de 2010 - 2010
Espaço reservado ao Grupo 410 - Disciplinas a destacar: Filosofia, Psicologia, Área de Integração, Área de Projecto e alunos dos respectivos docentes; contudo o mesmo espaço está aberto para toda a comunidade escolar. Já sabes, se gostas de escrever, esta pode ser uma boa alternativa. Vem daí partilhar os teus escritos, as tuas fotos. Nada de guardar na gaveta aquilo que vais produzindo. Quanto mais divulgares, mais oportunidades tens de ser reconhecido.


O outro lado da teoria, uma Filosofia Prática ao teu serviço! Aconselhamento Filosófico acontece aqui. Podes partilhar connosco e habilitar-te ao mundo elevado da Filosofia. Filosofamos...
A "António Nobre" tem muito para te dar... até já e participa...


conheces António Nobre? Quem foi este grande poeta que deu nome à tua Escola? Conheces?:


António Nobre (Porto, 1867- Figueira da Foz, 1900) matriculou-se em 1888 no curso de Direito na Universidade de Coimbra. Desistiu de Coimbra e partiu para Paris, onde frequentou a Escola Livre de Ciências Políticas. Licenciou-se em Ciências Jurídicas. De regresso a Portugal, a tuberculose impediu-o de iniciar qualquer carreira. Ocupou o resto dos dias em viagens, da Suíça à Madeira, em busca de clima onde recuperasse. Obra poética: "Só" (Paris, 1892), "Despedidas" (1902) e "Primeiros Versos" (1921). Em prosa: Cartas Inéditas de António Nobre (1934), Cartas e Bilhetes Postais a Justino Montalvão (1956), Correspondência (1967).


Menino e Moço


Tombou da haste a flor da minha infância alada,
Murchou na jarra de oiro o púdico jasmim:
Voou aos altos Céus a pomba enamorada
Que dantes estendia as asas sobre mim.


Julguei que fosse eterna a luz dessa alvorada
E que era sempre dia, e nunca tinha fim
Essa visão de luar que vivia encantada,
Num castelo de prata embutido a marfim!


Mas, hoje, as pombas de oiro, aves da minha infância,
Que me enchiam de Lua o coração, outrora,
Partiram e no Céu evolam-se, a distância!


Debalde clamo e choro, erguendo aos Céus meus ais:
Voltam na asa do Vento os ais que a alma chora,
Elas, porém, Senhor! elas não voltam mais...


Leça, 1885


in NOBRE, António, Só, Porto Editora, Porto, 2009, p.124 (Introdução e notas de Ana Maria Amaro

7

Meus dias de rapaz, de adolescente,
Abrem a boca a bocejar, sombrios:
Deslizam vagarosos, como os Rios,
Sucedem-se uns aos outros, igualmente.

Nunca desperto de manhã, contente.
Pálido sempre com os lábios frios,
Ora, desfiando os meus rosários pios...
Fora melhor dormir, eternamente!

Mas não ter eu aspirações vivazes,
E não ter como têm os mais rapazes,
Olhos boiados em sol, lábio vermelho!

Quero viver, eu sinto-o, mas não posso:
E não sei, sendo assim enquanto moço,
O que serei, então, depois de velho.


in NOBRE, António, Só, Porto Editora, Porto, 2009, p.136 (Introdução e notas de Ana Maria Amaro