Muitas ideias, pontos de vista... fichas de trabalho, testes, apontamentos de Filosofia, Psicologia e tanto mais. O mundo dos filósofos acontece por aqui, porque filosofamos e estamos num mundo diferente, o nosso... volta mais tarde e estaremos todos juntos, aqui nos "Nabos da Púcara"! Deixa o teu comentário, colabora e entra no reino da Filosofia, enamora-te pelo prazer da reflexão e medita na existência, constrói a tua interioridade pela harmonia e pela vigia enquanto luz da razão. Até já...!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tabagismo Área de Projecto

Visita  o blog:  http://tabagismoareadeprojecto.blogspot.com - Grupo 4 - 12ºLH2
Sexta-feira, dia 03 de Dezembro de 2010 - assista à palestra pelas 14:00h no auditório da Escola Secundária António Nobre
Orador: Cristiana Fonseca (Coordenadora da Liga Portuguesa Contra o Cancro - Região Norte)
Entradas Livres

MAIS VOLUNTARIADO

Mais Voluntariado é o blog de um grupo de trabalho de Área de Projecto do 12ºLH2 - consulta o seu blog: http://maisvoluntariado.blogspot.com

Dia 01 de Dezembro de 2010 - Início de voluntariado pelos alunos da Escola Secundária António Nobre - no Coração da Cidade - em Vale Formoso.
Uma experiência diferente para gente com muitas ideias... venha tirar os "Nabos da Púcara"

Exercícios práticos: Psicologia 11º AI



Grupo I
(15x2=30 pts)

Este grupo é constituído por quinze afirmações em que terá de assinalar com um V, as afirmações verdadeiras e com um F as falsas.

1 – O “si mesmo” enquanto espelho parece formar-se a partir do modo como cada um imagina que aparece e é visto pelos outros. – V

2 – O sonho negativo favorece um mau estar psicológico. – V

3 – A percepção social é o processo pelo qual procuramos conhecer e compreender os outros, interpretar e dar sentido ao seu comportamento. – V

4 – O auto conceito – é a forma como nos percebemos a nós próprios. – V

5 – O conceito que temos de nós influencia o nosso comportamento e, mais concretamente, a maneira como nos percepcionamos e aos outros. – V

6 – O modo como cada um se pensa e se descreve é construído em função do modo como os outros vêem e pensam. – V

7 – Uma das características das primeiras impressões é a sua persistência. – V

8 – O preconceito é, por vezes, explicado como uma rejeição da diversidade. – V

9 – Os preconceitos resultam, com frequência, de divisões e desigualdades sociais e da tentativa emotiva de arranjar “bodes expiatórios”. – F
10 – Considerar que todos os gordos são gulosos é um preconceito. – F - porque é um estereotipo e não um preconceito.

11 – Os preconceitos são negativos, mas têm sempre uma sólida fundamentação racional. – F porque não há fundamentação lógica.

12 – Preconceito é uma atitude injustificada e geralmente negativa em relação a um grupo e aos seus membros. – V

13 – Considerar que os homens são agressivos e as mulheres são meigas não é um estereótipo. – F  - porque é um estereotipo.

14 – Cada um de nós desenvolveu o seu próprio conjunto de conceitos que utiliza para interpretar o comportamento dos outros. – V

15 – As percepções sofrem influência das características pessoais, mas também do contexto social, das instituições nas quais a pessoa está integrada. – V

16 – Um grupo não é o simples somatório de indivíduos que o constituem, é antes o resultado das interacções que se desenvolvem entre os seus elementos. – V

Grupo II
(10x6=60 pts)

Tenha em conta as questões que se seguem. Seleccione a resposta mais correcta:

1 – A Psicologia social é:
A – O estudo do processo de socialização.
B – O estudo científico do modo como influenciamos os outros.
C – O estudo científico da realidade cultural.
D – O estudo científico da interacção social.
R: D

2 – A Psicologia social tem como objecto de estudo o modo como somos influenciados pelos outros. Esta afirmação é:

A – Verdadeira, porque é o estudo da interacção entre indivíduos.
B – Falsa, porque somos influenciados e influenciamos os outros.
C – Verdadeira, porque estuda os processos psicológicos que se dão nos grupos.
D – Falsa, porque desde que nascemos estamos em interacção com os outros.
R: B

3 – Os grupos de pares têm um papel pouco importante no processo de socialização. Esta afirmação é:

A – Verdadeira, porque o agente prioritário da socialização é a família.
B – Falsa, porque são indispensáveis para a formação da nossa identidade social e para o desenvolvimento de valores como a cooperação e a solidariedade.
C – Verdadeira, porque os grupos pares, ao contrário da família, têm uma existência precária.
D – Falsa, porque são decisivos na fase da socialização secundária.
R: B

4 – As atitudes são potenciais comportamentos. Esta atitude é:

A – Falsa, porque as atitudes não são objectivamente observáveis.
B – Verdadeira, porque os comportamentos estão sempre de acordo com as atitudes.
C – Falsa, porque nem sempre há consonância entre as atitudes e comportamentos.
D – Verdadeira, porque as atitudes são predisposições para agir de certo modo.
R: D

5 – Na base da mudança de atitudes estão:

A – Experiências pessoais.
B – A propaganda e a publicidade.
C – Os principais agentes de socialização.
D – Todas as afirmações são verdadeiras.
R: D

6 Ao ter conhecimento de que o novo treinador é português Sandro Lourenço espera encontrar uma pessoa muito metódica e organizada. Esta expectativa é um exemplo de:

A – Norma social
B – Preconceito
C – Estereótipo
D – Discriminação
R: C

7 – Um comportamento injustificado e negativo em relação a um grupo ou a membros de um grupo tem o nome de:

A – Preconceito
B – Pré-juízo
C – Discriminação
D – Estereótipo
R: C

8 – O estatuto social refere-se:

A – Aos comportamentos que legitimamente se esperam de um indivíduo.
B – À posição que um indivíduo ocupa na hierarquia social e lhe confere determinados direitos.
C – Às expectativas que os membros de um grupo têm acerca de um indivíduo.
D – À posição social que um indivíduo adquiriu pelo seu próprio esforço.
R: B

9 – O papel social refere-se:

A – Ao prestígio social de um indivíduo.
B – À pressão que um indivíduo exerce sobre os outros.
C – Aos comportamentos esperados de indivíduos que têm determinado estatuto social.
D – À importância do grupo a que um indivíduo pertence.
R: C

10 – Estatuto e papel são noções complementares. Esta afirmação é:
A – Falsa, porque ou se tem um estatuto ou se tem um papel.
B – Verdadeira, porque a diversidade de papéis decorre dos diversos estatutos de um indivíduo.
C – Falsa, porque não há relação simétrica entre direitos e deveres.
D – Verdadeira, porque a diversidade de papéis decorre da uniformidade dos estatutos.
R: B

11 – Um grupo social é:
A – Um conjunto de pessoas com características comuns.
B – Um conjunto de indivíduos dispersos, mas com a mesma profissão.
C – Um conjunto de indivíduos em interacção episódica.
D – Um conjunto de indivíduos relativamente interdependentes e que interagem com base num sistema informal de estatutos e papéis.
E – Nenhuma das definições é correcta.
R: E

12 – A presença de conceito de apreço num grupo:

A – Vincula a forma calorosa que se nutre pelo outro, tanto como pela relação de proximidade directa no grupo.
B – Estabelece uma relação de sentimento de posse no grupo.
C – Cria laços de relação entre alguns elementos do grupo.
D – Unifica a coexistência da relação directa quando o grupo se envolve nos seus objectivos.
R: A

13 – O conformismo pode ser descrito como:
A – Uma mudança comportamental para satisfazer pedidos ou sugestões.
B – Uma mudança de comportamento para satisfazer o que é exigido por outrem.
C – Uma mudança comportamental mais frequente nos grupos coesos e que se traduz na aceitação pública de normas, atitudes e opiniões do grupo a que se pertence, satisfazendo as expectativas deste.
D – Uma mudança comportamental inevitável em virtude do sistema de estatutos e papéis da sociedade em que vivemos.
R: C

Grupo III
(6x15=90 pts.)

Neste grupo pretendem-se respostas curtas e objectivas.
Tenha em atenção que a sua resposta será avaliada de acordo com critérios já mencionados inicialmente.

1Defina auto-estima.
R: A auto-estima é a avaliação que fazemos de nós próprios.

2Clarifique como se formam e desenvolvem as atitudes.
R:
3Esclareça como é percepcionado o “Self”.
R:
4Indique como avaliamos as nossas capacidades na relação com os outros.
R:

5Indique como se formam as impressões sociais.
R: Na formação das impressões numa perspectiva global, temos por exemplo: - os indícios físicos (exemplo magra, alta, expressões faciais etc.), os - indícios não verbais (se a pessoa gesticula, o modo como se senta, o modo como anda, vestuário etc.), os - indícios verbais (se é dotada de pensamento claro, culta e instruída, se utiliza vocabulário preciso etc.), os - indícios comportamentais – é o conjunto de comportamentos que se observam na pessoa e que nos permite classificá-la (a forma como actua de acordo com os valores de determinada região etc.).

6 Indique Do ponto de vista da Psicologia Social o que entende por categorização.
R: Categorização – é um conjunto de processos psicológicos que tendem a ordenar o ambiente em categorias: grupos de pessoas, de objectos, de acontecimentos… enquanto semelhantes, equivalentes uns aos outros pela acção, as intenções, as atitudes de um indivíduo.

7Distinga estereótipos de preconceitos.
R: Noção de estereótipo – é o conjunto de ideias e formas de sentir, relativamente esquemáticas e rígidas, que resultaram de uma simplificação e de uma generalização excessivas.
Noção de preconceito – atitude ou sentimento que predispõe o indivíduo a percepcionar, pensar, sentir e actuar de um modo que é coerente com um juízo desfavorável, prévia e infundadamente constituído. Exemplos: pessoas que têm preconceitos raciais, étnicos, ou sexistas

8Apresente uma noção de conceito de grupo.
R: Grupo – é a unidade social constituída por pessoas com papéis interdependentes, orientadas para objectivos comuns e que regulam o seu comportamento por um conjunto específico de normas.

9Clarifique a seguinte afirmação: “A família é um grupo primário, enquanto a empresa é um grupo secundário”.
R: Sendo a família um grupo primário, é neste grupo que se aprendem todas as formas de formação cívica que podem vir a ser colocadas em prática numa empresa por exemplo; a relação entre grupo família e grupo secundário neste caso a empresa é diferente, uma vez que na empresa é mais impessoal, logo os relacionamentos são distintos.

10Apresente a noção de Dinâmica de Grupo segundo Kurt Lewin.
R: Kurt Lewin vai debruçar-se sobre questões relacionadas com as componentes e processos que intervêm na vida dos grupos, ou seja, a dinâmica de grupo. Assim, vai privilegiar o estudo das interacções entre os diferentes membros do grupo e tem em conta aspectos muito importantes, como: a natureza dos grupos: objectivos, constituição, estrutura, funcionamento; as relações que se estabelecem entre os seus membros: de atracção e de rejeição; a participação dos membros na vida do grupo; a coesão do grupo; a mudança e a resistência à mudança; os processos de liderança; os sistemas de comunicação entre os membros do grupo; a pressão social exercida sobre o grupo.
A ter em conta, o comportamento de uma pessoa só pode ser entendido se tiver em conta as mudanças que ocorrem no meio, num determinado momento. Assim, o comportamento dos grupos e dos seus membros seria explicado pela interdependência de diferentes forças presentes num determinado momento.

11Clarifique a noção de estrutura sociométrica.
R: A sociometria serve para percebermos a dinâmica e estrutura de um grupo. Assim, o teste sociométrico pode ser planeado para diferentes grupos e inúmeras situações, mas é mais adequado para grupos pequenos. O procedimento requer que cada membro escolha “X” pessoas do seu grupo com um objectivo específico e relativo a uma situação da vida do grupo. As questões são elaboradas de modo a pedirem a cada elemento do grupo que faça uma ou mais escolhas concretas, reveladoras de certas preferências pessoais, rejeições ou valores. O intuito da estrutura sociométrica serve para avaliar as preferências de determinado grupo face a um valor entendido socialmente.

12Esclareça a noção de assertividade.
R: Assertividade – consiste na atitude que defende que o comportamento é aprendido, permitindo-nos agir de acordo com os nossos interesses, contudo, defendemo-nos de uma forma controlada, expressando os nossos sentimentos de modo honesto e adequado, fazendo valer os direitos de cada qual sem negar os dos outros; ser assertivo - é ser equilibrado, proceder de acordo com o dever ser, anulando toda uma parte negativa; é uma pessoa metódica, certa, organizada, que orienta a sua vida de acordo com os valores vigentes e que não stressa facilmente; aquela pessoa que escuta o outro e responde no momento certo, isto é não lhe corta a palavra, não se aborrece facilmente, é paciente por norma.

13Clarifique a noção de síndrome de passividade de um indivíduo na sua relação social.
A clarificar este conceito, passividade apela para sujeitos permissivos, calmos, tranquilos, moderados e ponderados. Diante de um problema, a pessoa fica inerte, paralisada, não toma nenhuma atitude para resolver um problema, isto por se sentir impotente, incapaz, apresenta baixa auto-estima. A passividade traduz-se pelo excesso de obediência, a pessoa é submissa, servil, não luta pelos seus direitos, tem medo de ser rejeitada ou repreendida. Apresenta também muita dificuldade de dizer “não”, tem uma necessidade grande de aprovação alheia, de querer agradar o outro.
Em vez de reflectir, parar para pensar como resolver os problemas, fica agitada, inquieta, nervosa, ansiosa, queixosa, visa culpabilizar os outros pelos seus problemas, sem os resolver. Costuma ainda fazer-se de vítima (sente-se injustiçada, tem pena de si mesma, entra em depressão facilmente). Diante de um problema, reage sentindo-se impotente, desmaiando, somatizando no corpo em forma de doenças psicossomáticas (crises alérgicas, enxaqueca crónica, vómitos, etc.) ou com explosões de ira, agredindo, insultando ou quebrando por vezes objectos. Surge também o hábito de fazer algo e não o concluir, deixando sempre a meio aquilo que faz. O sentimento de impotência, frustração e incapacidade estão muito presentes na vida destas pessoas que sofrem do síndrome de passividade.


14Clarifique os conceitos: Agressividade, Manipulação e afirmação pessoal.
R: Agressividade – é a tendência a comportar-se de forma hostil, a provocar ofensa a outro ou a si próprio. É uma das principais formas de resposta à frustração. É uma atitude que um sujeito manifesta, evidenciando o ser arrogante, autoritário, mal-educado, impetuoso, explosivo, exaltado, irritado, azedo, assanhado, furioso, raivoso. A pessoa agressiva é aquela que reage a todo o acontecimento, como se fosse uma prova, discórdia ou disputa na sua leitura mental perante as situações.
Manipulação – estamos na presença de alguém que consegue facilmente o que quer, não olha a meios para atingir fins; o sujeito utiliza estratégias que lhe possibilitam persuadir o outro; acha-se superior, que tudo circula em seu redor; é o centro das atenções, por norma é uma pessoa interesseira, calculista, vê os prós e o contras das situações; em determinados momentos pode ameaçar o outro entendendo que o outro é o culpado da situação que está a criar (suceder). Possui muitas estratégias de convencer, é inteligente, manhosa (faz pela calada, “faz-de-conta”, é um bom representante); é um bom controlador. Manipular – é controlar, manejar os outros como se de marionetas se tratassem. A manipulação é uma habilidade que nem todos possuem, o sujeito apresenta inconsequência nas suas atitudes. Exemplos: Escola, trabalho, meios de comunicação social (publicidade).
Afirmação pessoal – mostra sempre a razão que nos move no sentido de atingir aquilo a que pretendemos. Manifesta-se em qualquer sítio onde existe interacção entre as pessoas (social). A afirmação pessoal faz-se sentir, em função do assunto que se esteja a abordar ou em situações que existam cargos, responsabilidades. Na afirmação pessoal, existe uma realização do sujeito no cumprimento dos seus direitos e deveres, há a consciência de que aquilo que faz é feito com perfeição, com gosto, isto é, o indivíduo sente-se realizado.


15Indique como se manifesta o poder nas relações sociais.
R: Poder – Existem diversas formas de traduzir o poder e o mesmo manifesta-se de modos diversificados; em Psicologia Social é a forma como se exercem as suas decisões face aos outros. O poder pode evidenciar-se de modos diferentes: ser capaz de convencer uma pessoa, de atormentar alguém, ser capaz de motivar, ser capaz de impor respeito. O poder é algo que todos nós usamos no dia-a-dia para as mais diversas situações, desde os nossos lares até à escola. O poder pode mostrar a capacidade de uma pessoa, isto é as suas capacidades, características.

Grupo IV
(50 pts.)

Neste grupo pretende-se uma resposta aberta e orientada.
Tenha em atenção que a sua resposta será avaliada de acordo com critérios já mencionados inicialmente.

1Explicite o conceito de impressão, para uma entrevista profissional, com um elemento que é desconhecido mas que se pretende recrutar.

R: R: À luz do conceito impressão, uma vez que este reflecte a imagem e se vamos para uma entrevista profissional devemos ter em conta o seguinte: o cuidado com a postura e a forma de apresentação, o cumprimentar sempre quem nos recebe, o aguardar o convite para sentar, o mostrar-se atento e interessado, olhar sempre de frente para quem nos entrevista, o responder de forma clara e objectiva e sem rodeios, directo e firme. Deve-se ter atenção a não estar com pastilhas na boca, não levar boné, não usar constantemente o telemóvel (evitar o uso do mesmo), não mexer constantemente com a cadeira, ser simpático, evitar mostrar formas de arrogância. Evitar contradições de argumentação tendo em conta o uso de uma linguagem adequada.

Questão 2:

2 Indique da forma mais completa os motivos para os quais as pessoas se unem em grupos.
R: São vários os motivos pelos quais as pessoas se unem em grupo, assim, pode destacar-se 1 – Necessidade de Segurança, como: reduzir a incerteza, diminuir a ansiedade, eliminar a solidão, estar protegido; 2 – Necessidade de afeição, como: expressar das emoções, ser recompensado, ser amado; 3 – Necessidade de cooperação, como: comunicação, integração, trocar impressões; 4 – Necessidade de Dependência, como: sentimentos de “nós”; 5 – Necessidade de Identidade como a auto-imagem; 6 – Necessidades Económicas, como: bens materiais, acesso à informação; 7 – Necessidade de adaptação, como: a atracção pelo objectivo comum da acção colectiva; 8 – Necessidade de Dominação, como: a firmeza, sensação de poder; tendências agressivas; 9 – Necessidade catártica, como: expressar-se, falar de si; exibir-se;10 – Necessidade de estima, como o: reconhecimento, a aceitação e o ser apreciado; 11 – Necessidade de comparação social, como a distinção e o prestígio.
Não esquecer que “A União faz a força” e o grupo é um todo. No grupo há uma organização que lhe dá forma e lhe confere estabilidade. É esta organização que lhe imprime estrutura e faz com que haja coordenação nas actividades dos elementos que o formam. Há no grupo um sistema coerente de papéis e de estatutos, de modo que cada um saiba as tarefas a cumprir, os deveres a assumir e os direitos que lhe assistem enquanto elemento pertencente ao grupo. Quando as pessoas agem de acordo com a estrutura básica do grupo e se empenham em manter-se como membros participantes, o grupo apresenta maior continuidade no tempo, que se traduz numa forte coesão.

Total: 200 pontos

Exercícios práticos sobre a acção humana

Assinala com V (verdade) ou F (falso) tendo em conta a clarificação do conceito a que se destina cada grupo:

a) Clarificação do conceito de ACÇÃO

1 . Uma acção é uma interferência consciente e voluntária do ser humano no decurso normal das coisas.

2 . Todo o acto praticado pelo ser humano é necessariamente uma acção.

3 . Uma acção é tudo o que se faz conscientemente.

4 . Uma acção é um acto realizado após decisão deliberada.

5 . Uma acção é um título de crédito representativo da participação dos sócios no capital de uma empresa.

b) Clarificação do conceito de INTENÇÃO

1 . No acto sem intenção não é senão um facto físico, um puro movimento.

2 . Intenção é o motivo segundo o qual um agente decide agir.

3 . Sem intenção ou propósito não há acção.

4 . A intenção é uma certa conduta de futuro.

5 . A verdade da intenção é o acto; a verdade do acto é a intenção.

c) Clarificação do conceito de MOTIVO

1 . Por motivo entende-se toda a causa de ordem mental produtora ou tendente a produzir uma acção voluntária.

2 . Por motivo entende-se toda a razão de ordem física ou psicológica que empurra para a realização de uma acção.

3 . Por motivo entende-se a causa e ou a razão pela qual se explica e ou compreende uma acção humana concreta.

4 . Motivo é o estado mental onde predominam os elementos intelectuais sobre os elementos fisiológicos.

5 . Pretexto é uma intenção artificial e mentirosa sob o qual se coloca e dissimula a intenção verdadeira.

d) Clarificação do conceito de DELIBERAÇÃO

1 . Deliberação é a comparação dos motivos a favor ou contra um possível acto realizável.

2 . Suspensão da execução de um acto para reflectir sobre os seus prós e contras.

3 . Acção deliberada é o mesmo que acção premeditada.

4 . Acção deliberada é o mesmo que acção realizada conscientemente.

5 . Deliberação é o mesmo que escolha reflectida de agir ou não agir.

e) Clarificação do conceito de DECISÃO

1 . Decisão é a conclusão normal da deliberação.

2 . Decisão é a escolha por parte da vontade de uma das alternativas possíveis de agir.

3 . Decisão é o acto da vontade independente da razão.

4 . Decisão é a escolha de agir (ou não), de agir desta ou daquela maneira, independente da razão.

5 . Decisão é a intervenção ou interferência calculada no decurso normal das coisas.

f) Clarificação do conceito de AGENTE

1 . Em todas as suas condutas o ser humano intervém como agente.

2 . Por agente entende-se o sujeito que executa deliberadamente um acto.

3 . Agente opõe-se a paciente.

4 . Mesmo a ressonar, o sujeito é agente.

5 . Agente é aquele que suporta uma acção.

R: a) 1 . V 2 . F 3 . F 4 . V 5 . F b) 1 . V 2 . V 3 . V 4 . V 5 . V c) 1 . F 2 . F 3 . V 4 . F 5 . V d)  1 . V 2 . V 3 . V 4 . F 5 . V e) 1 . V 2 . V 3 . F 4 . F 5 . F f)  1 . V 2 . V 3 . V 4 . F 5 . F.

Apontamento:


ACÇÃO HUMANA


À filosofia não importa apenas o conjunto de especulações teóricas, fechadas em sistemas rígidos, construídos sob a égide de um intelectualismo puro, mas, acima de tudo, uma reflexão sobre o homem inserido na complexidade concreta das relações que mantém com o outro e com o mundo.
É assim, damos agora início a uma nova matéria, para dar início a esta matéria vou-vos entregar uma ficha de trabalho que é sobre a acção humana; um poema de Fausto. Vamos começar por ler e depois debatemos o que está em causa no poema, certo?

No princípio era o Verbo? O que é isso? Do que é que trata o poema? Sabem dizer-me? O poema termina, com: “ No princípio era a acção! Quem me sabe explicar isso?

A acção é uma actividade? É um movimento? Move montes e vales? Está em mim, em ti? Ela é o pensamento? É o que nos faz estar aqui na aula? Está em nós ou para lá de todos nós? O que é a acção? Já pensaram nisso? Quando é que a acção é humana? Existe acção sem ser humana?

A acção visa simultaneamente uma explicação racional da totalidade do mundo em que a vida do homem se desenrola.

Confrontado com um universo cuja dinâmica desconhece, o homem é assaltado por inquietações várias, por problemas que carecem de solução, não se deixando dominar por isso. Este poema é um sinal disso. Eu disse um sinal.

O que é agir? Já pensaram no que seja o agir? Quando é que o que eu realizo é acção e quando é que não é? Ou é tudo o mesmo? Há alguma diferença?
As palavras agir e acção derivam do étimo latino agere, que significa agir, produzir, fazer. Saliente-se, contudo, que entre o agir e o fazer há diferença de significado.

Mas o que é que se entende por acção?

Esta é logo a primeira pergunta!

Num sentido muito lato a acção significa a produção de um efeito, o que implica que algo é modificado ou transformado, não será?.
Da acção derivam, portanto, determinadas consequências. Esta aula não poderá ter uma consequência? É neste sentido que aplicamos o termo aos efeitos que observamos na natureza. Falamos assim da acção das águas de um rio ou da acção das ondas hertzianas... Mas o termo «acção» é também atribuído à força ou a capacidade causadora do efeito e não ao efeito propriamente dito. O discurso sobre a acção remete-nos, nesse caso, para a busca do seu ponto de partida, isto é, para o agente que possui o poder ou a capacidade de agir.

No que diz respeito à acção humana, que é aquela cujo agente é o homem e cuja especificidade aqui pretendemos caracterizar, devemos começar por distingui-la do plano do acontecer. Com efeito, podemos distinguir entre a acção que realizamos: quando, por exemplo, retiramos o dedo ao picarmo-nos numa agulha. Já pensaram nisto? O que é que acontece em nós quando isto por acaso acontece? Estamos num nível instintivo e involuntário, não se tratando propriamente de um agir mas de um reagir.

Reagimos automaticamente. Limitamo-nos a um comportamento do tipo determinista. O comportamento em causa não foi produzido por nós: simplesmente aconteceu. O organismo funcionou como se tratasse de uma máquina, limitando-se a reagir de um modo previsível a um estímulo determinado. Certamente ninguém esperaria que em resposta à dor provocada pela picada da agulha alguém tivesse um comportamento oposto. Assim, a uma causa determinada, correspondeu um efeito previsível.
Este tipo de comportamento é próprio das coisas e, em grande medida, dos organismos: se deixarmos cair um corpo sólido de um terceiro andar esperamos, devido à forca da gravidade, que ele caia no solo e não que levite.

As coisas reagem de acordo com leis e, conhecendo as causas que as determinam numa dada situação, podemos antecipar os seus efeitos e, portanto, o seu comportamento. No exemplo do indivíduo que foi picado, ele não reagiu de um modo caracteristicamente humano, mas como um corpo ou como um organismo, submetido às mesmas leis físicas e fisiológicas que regem outros organismos. Muitos dos nossos comportamentos são deste tipo, isto é situam-se no domínio do puro acontecer. Rigorosamente o indivíduo do exemplo descrito aqui não poderá dizer «piquei-me» (uma vez que não foi o agente deliberado daquela situação) mas, mais precisamente, «fui picado».
A diferença entre o discurso da primeira e da terceira pessoa não é um mero jogo de palavras, mas revela uma diferença fundamental entre o fazer e o acontecer, o exemplo disso, é quando produzimos uma peça determinada, por exemplo, quando moldamos um objecto de barro. Neste caso a acção é vista apenas do ponto de vista da execução, da produção dos seus efeitos sobre o objecto. Situa-se ao nível daquilo que os Gregos designavam por «fazer» (poiein), isto e, da produção técnica. Trata-se da actividade centrada no objecto.
Neste caso há uma diferença clara em relação ao exemplo anterior: aqui existe uma actividade consciente, deliberada, que mobiliza um saber, é um poder técnico.
Estão a ver? Isto já é algo de novo!
Já não estamos ao nível do reagir mas do agir . Duas coisas completamente diferentes. E de que forma? É um agir consciente e deliberado, da vontade. E contudo ainda não entrámos no domínio do agir especificamente humano.
Sabem o que é uma deliberação? É com cada palavrão!

Deliberação significa escolha racional, determinação, resolução, vontade, decreto, consulta.
Quando escolhemos uma profissão por exemplo, este caso, em que nos encontramos, é o plano do agir, é especificamente humano, o agente não é apenas aquele que realiza a acção, seja ela instintiva ou um fazer técnico centrado no objecto, mas aquele que se expressa e que se define na acção. Ao escolher esta e não outra profissão eu defino o meu projecto pessoal e ao fazê-lo estou a escolher o meu próprio ser.

Em suma, neste caso, a actividade centra-se no próprio agente: este realiza-se a si próprio mediante os seus actos e as suas decisões. Outra palavra já empregue aqui, é agente. Uma palavra a registar. Encontramo-nos aqui no plano da acção própria do homem, no plano da determinação do sujeito através de acções portadoras de sentido. A acção humana remete aqui para um comportamento intencional e motivado, para o campo da responsabilidade e da liberdade.
Com efeito, aquilo que permite qualificar uma acção de «humana» é justamente o facto das consequências dessa acção serem analisáveis em função do sentido que carregam e de serem consideradas em termos da responsabilidade do agente que livremente a realiza.

A questão do agir humano remete para a indagação das intenções e dos motivos que se situam no plano das decisões do agente. O problema não se coloca aqui na manifestação observável do acontecer ou no resultado de um fazer, mas, desde logo, na constituição do sentido da acção: o que é que a move, quais os seus elementos característicos, quais as relações entre eles, quais os seus significados... Trata-se pois de analisar o agir humano nas componentes que o tornam significativo, isto é, na sua relação com os conceitos de intenção, de motivo e de agente e não de classificar esta ou aquela acção como sendo «boa» ou «má».
Fazendo o ponto de situação da aula: na generalidade, entende-se por acção a execução de algo, a realização de um projecto. Tomada neste sentido, a acção opor-se-ia à actividade intelectual que concebe o projecto e o modo de o executar.
Isto significa que ela se distinguiria nitidamente do pensamento, do mesmo modo que a prática se distinguiria da teoria.
Quando se fala em filosofia da acção, o conteúdo significativo deste termo remete-nos para a actividade intelectual preparadora da acção.

As intenções, o querer, o deliberar, o conceber fazem parte integrante da acção. Isto é muito importante.

A acção refere-se, pois, à actividade humana integral, abarcando não apenas a execução efectiva mas também a concepção daquilo que se executa.
A acção restringe-se, deste modo, às operações que envolvem reflexão e vontade, não sendo, por exemplo, aplicada para designar actos de natureza instintiva. Então a acção não se aplica ao que é instintivo. No homem a acção reveste-se de caracteres especiais, explicáveis por aquilo que o distancia das demais espécies e que o leva a encarar o mundo de outro modo. Vocês, pessoas conscientes , possuem a vossa visão do mundo, das coisas, agem de acordo com os vossos interesses e respondem por vós próprios ao que gostam, são responsáveis e pessoas conscientes; agem tendo em conta um fim.

A necessidade do homem em estabelecer relações com os outros homens corresponde a um nível constitutivo do ser humano que se apresenta como um ser social, inter - actuando com os outros.

Nos animais, a acção é meramente espontânea e imediata, enquanto no homem eclodem formas de acção deliberada, mediata e reflexiva. Mesmo nas espécies animais capazes de aprendizagens mais complexas, estas nunca ultrapassam o reflexo condicionado, pelo que o seu contacto e aproveitamento do meio se processam com base em condutas instintivas e habituais.
Já no ser humano, a acção ultrapassa estes mecanismos primários, ascendendo a um nível superior em que a racionalidade está deveras implicada. Com ela o homem organiza de modo original os seus programas de vida, discernindo habilmente o que deseja, o que quer ou o que deve fazer. Reparem, o que deve fazer.

Portanto, se queremos compreender o fenómeno do agir tipicamente humano, teremos de nos reportar ao acto voluntário que, tal como os filósofos da acção afirmam, só ocorre na sequência de processos intelectuais que lhe são intrínsecos e determinam a orientação.

O acto voluntário não é um querer imediato e irreflectido. Desde a escolha do filme X, ao ir ver, até decidir o dinheiro a gastar. Tem-se em presença um reflectir consciente se é que assim se pode dizer.


Um dos objectivos da filosofia da acção é o de providenciar uma explicação da acção humana. Todos os seres humanos são chamados, em algum momento da sua vida, a fornecer explicações sobre as suas acções. Ao fazê-lo, tais agentes referem as suas crenças, os seus motivos, as suas intenções, os seus desejos. Com a descrição deles, fazem instintivamente aquilo a que chamamos a racionalização das suas acções.

Na filosofia da acção é habitual proceder-se a uma análise das frases mediante as quais os agentes descrevem e explicam o que fazem. As frases de acção têm um interesse especial por permitirem confrontar-nos com o velhíssimo preconceito que temos acerca de nós próprios: o de que somos seres inteligentes e racionais. A um ser inteligente não se exige que aja apenas segundo instintos e apetites momentâneos. Se é inteligente, deve ter consciência das razões pelas quais faz o que faz e deve poder comunicar essas razões.

Tudo o que fazemos faz parte da nossa conduta mas nem tudo o que fazemos são acções. Por exemplo quando mudo uma lâmpada, digo que estou a fazer algo porque existe um movimento corporal. Também quando tropeço num tapete, isto também não é uma acção propriamente dita, pois foi algo que me aconteceu.

Uma acção implica uma intenção do indivíduo. Assim, reservamos o termo agir para as acções conscientes, voluntárias e intencionais de um determinado agente (o agente é o autor da intenção e da acção, é aquele a quem se atribui a responsabilidade da acção). Por exemplo vou estudar para conseguir entrar na faculdade e tirar o curso com que sempre sonhei:
Acção - estudar
Intenção (é aquilo que nos propomos fazer) - entrar na faculdade;
Motivo (é aquilo que explica e permite compreender a intenção) - tirar o curso dos meus sonhos.

Uma acção é uma interferência consciente, voluntária e intencional na realidade, realizada por um sujeito livre e responsável.
A acção humana é considerada enquanto tal, quando sustentar em si os respectivos elementos - Elementos da Acção Humana.


Directa ou indirectamente quase todas as questões de que a Filosofia se ocupa têm de ver com o ser humano e com a forma como ele atribui sentido à vida e a tudo o que o rodeia. O homem é um ser dotado de complexidade.

Elementos da acção humana:

Acção - é a actividade humana consciente, livre, racional, intencional, voluntária e responsável.
ACÇÃO: aquilo que o agente faz; operação corporal do agente; intenção encarnada.
(Ex: O Gustavo atropelou a vítima).

Agente - é o autor e sujeito da acção, aquele que concretiza ou põe em prática a acção. O agente é o sujeito que escolhe, decide o que quer fazer e como quer fazer.
AGENTE: aquele que pratica a acção; sujeito da acção, que tem o poder de a produzir e a quem é atribuída ou imputada a intenção e, portanto, também a responsabilidade do acto praticado. (Ex: O acto do Gustavo).

Projecto - é aquilo que se tem em vista ou se traça para realizar. O projecto é o propósito da acção, é o objecto de uma decisão; é o que pretendemos realizar. O projecto determina, marca uma intenção de agir, realça a voluntariedade do acto humano. O homem enquanto ser de projecto orienta-se para o futuro, procura atingir determinados fins para os quais procura os meios necessários à sua realização.

Intenção - é uma das características específicas do agir humano. A intenção é a estratégia, isto é, fazer algo com tal intenção. A intenção é o objectivo coincidente, determinado (aquilo que se pretende fazer). A intenção é o querer fazer isto ou quilo da acção, é o que está no nosso intento realizar, traduz aquilo que o agente quer fazer, atingir ou obter; por vezes aproxima-se da noção de finalidade, outras vezes da de motivo. A intenção é uma antecipação da acção. A intenção exprime a acção e o efeito de tender para algo. São indicações conscientemente aceites que me levam a fazer algo enquanto tenho oportunidade. A intenção constitui um elemento indispensável da acção: se um sujeito realiza uma série de gestos, mas não tem nenhuma intenção ao fazê-los, está apenas a realizar um conjunto de movimentos, mas não se trata de uma acção. O movimento é aquilo que se observa e que se pode descrever de uma conduta humana, enquanto a acção se compõe tanto de movimento como de intenção.
INTENÇÃO: projecto consciente da vontade; orientação do desejo do agente para um fim.
(Ex: Quis atropelá-lo).

Motivo / Razão - é a tendência para certo tipo de acções e, portanto, para certo tipo de intenções (os motivos perguntam pelo "porquê", pelas causas da acção). Os motivos explicam, mas não justificam a acção. É a razão ou o porquê da acção. É a razão que justifica a nossa acção. Os meios são os procedimentos ou instrumentos que utilizámos para realizarmos aquilo que projectámos mediante uma escolha. Quando os meios são insuficientes ou inadequados, a acção fica comprometida, pelo menos quanto ao seu resultado, isto é, quanto ao que deriva da combinação entre o que a vontade quer e as possibilidades circunstanciais ou contextuais em que se encontra o agente. O motivo é o que leva a agir, é a causa de uma acção.
Os motivos ou razões são o porquê de uma acção e daí que estejam ligados com a decisão. O motivo é a razão de agir, é o motor da acção.
O motivo responde ao porquê, a decisão responde à pergunta quê, que fazemos, identifica a acção.
Só as acções motivadas são livres. São precisos motivos para que se possa agir livremente e de acordo com a nossa vontade, determinadora dos motivos do nosso agir. Porque temos motivos para agir, temos preferências nas nossas acções. Sem motivos não haveria razões para as nossas decisões. Só porque temos vontade, só porque temos motivos para agir desta ou daquela maneira é que ultrapassamos todos os obstáculos que possam impedir a realização das nossas possibilidades. Enquanto seres de futuro e de projecto que somos, são os motivos que nos permitem lutar pelos nossos objectivos de realização enquanto seres humanos. Os motivos são o motor do nosso agir.
O mesmo motivo pode originar várias acções. Ter fome pode fazer-nos decidir por cozinhar, ir a um restaurante ou roubar alimentos. O motivo é aquilo que nos impele a agir ou a fazer algo. É a razão que justifica a nossa acção. Responde à questão: “Por que fazes (fizeste ou vais fazer) isto?”

MOTIVO: aquilo que move o agente à acção, a razão da acção, o porquê da acção.
(Ex: atropelei-o, porque agrediu o meu pai).

Desejo - é um impulso subjectivo e consciente que o agente acredita corresponder a uma necessidade. É o impulso espontâneo e consciente para um bem conhecido ou imaginado, que se acredita ser necessário atingir para satisfazer uma necessidade ou carência.

Decisão - Todas as acções implicam decisões. Se a acção é um acto intencional, significa que o indivíduo possuía várias possibilidades para agir, podendo optar por uma delas. Ao optar por uma delas, teve necessariamente de tomar uma decisão. A decisão é uma escolha ou uma opção que implica uma preferência. A decisão é um juízo ou enunciado prático que designa categoricamente a acção a realizar. A decisão determina a acção. Entre as diversas possibilidades que nos são colocadas para a nossa acção, a opção por uma delas é primordial. Através da comparação dos prós e dos contras dessas possibilidades, nós optamos por uma, decidimo-nos por aquela que melhor corresponde ao nosso projecto. Ao optar por essa acção rejeitamos todas as outras possibilidades de agir.
A decisão implica, assim, uma aposta, um compromisso e a aceitação de todos os resultados que daí possam decorrer. No fundo, diríamos que decidir é criar. Ao decidir realizamos algo de nosso, algo de novo na realidade, alteramo-la por nós próprios, pela nossa acção. Ao agir decididamente assumimo-nos e escolhemo-nos. A decisão é sempre fruto de uma deliberação. A decisão torna-se também ela variável a partir de um mesmo motivo, e daí que nunca possamos, no domínio humano, garantir rigorosamente qual a decisão que levará à execução de uma acção numa determinada situação. Decidir supõe escolher entre vários rumos possíveis de acção, entre várias possibilidades ou alternativas.

DECISÃO/DELIBERAÇÃO: a consumação da liberdade e da intenção, mas ainda ao nível da consciência. (Ex: finalmente, Gustavo decidiu que ia mesmo atropela-lo).

Consciência - identifica a intenção e o motivo, a inteligência delibera, faz a avaliação das opções, a vontade decide, escolhe uma dessas opções e o corpo executa, põe em movimento.
CONSCIÊNCIA: conhecimento prévio das circunstâncias da acção e da acção enquanto tal. (Ex: Gustavo sabia que a vítima passava por ali todos os dias).


Deliberação - é a ponderação e reflexão no sentido da decisão; é ver os prós e os contras que se possa ter pelo acto de decidir. Depende da capacidade de ponderação e avaliação do agente por forma a poder escolher realizar essas mesmas acções. A deliberação consiste na análise dos motivos que nos levam a agir desta ou daquela maneira. Motivos que nos fazem optar por uma possibilidade entre outras possíveis.

PODER DE: a capacidade e a oportunidade do agente poder levar a cabo a sua intenção.
(Ex: Gustavo podia não tê-lo feito).

Meios - São os procedimentos, instrumentos ou actos a que recorremos para realizar aquilo que projectámos fazer ou ser, é o que conduzem à acção. É o que nos permite atingir um fim. No desenrolar de uma acção intencional, os meios são escolhidos no momento da concepção e posteriormente postos em prática para assegurar a realização da acção, ou seja, são condição da possibilidade de realização dessa acção.
É evidente que não basta ter intenção de agir, não bastam razões ou fins para atingir e meios para o conseguir realizar. Acima de tudo, para que o agir humano se concretize, é necessário decidir, agir.

Fins ou finalidade - aquilo que se pretende obter ou concretizar com a acção ( pergunta pelo "para quê", pelos fins da acção). É o fim ou meta para o qual se orienta a acção; é o para quê da acção. Corresponde ao limite extremo de uma acção. É o propósito de uma acção, ou o seu objectivo, mas, contrariamente ao propósito, o fim pode não ser intencional. Os fins são as ideias que o sujeito pretende realizar de forma consciente e explícita. Os nossos fins são os nossos desejos que pretendemos concretizar. Considerar que as acções humanas são realizadas por um fim, isto é, que são teleológicas, é um requisito fundamental para as compreender. A finalidade procura responder à questão do “para quê”, enquanto que o motivo se orienta para o “porquê”.
FIM: o objectivo da acção, o para quê da acção. (Ex: Fi-lo para fazer justiça).

Responsabilidade - é a imputabilidade das acções ao seu autor, é responder pelos seus próprios actos. A responsabilidade significa responder pela sua acção, assumir como seu autor e reconhecermo-nos nela. Articula-se com a liberdade humana. Ser livre, efectivamente, é estar na condição de assumir o conjunto dos seus actos; ser responsável é poder responder por eles.
IMPUTAÇÃO/RESPONSABILIDADE: a atribuição de um acto concreto a um agente concreto e o dever do agente de assumir o acto como seu e de responder por ele.
(Ex: Era sua obrigação de juiz imputá-lo pelo seu [de Gustavo] acto; era responsável por ele: tinha de responder por ele).
O Resultado - É o que deriva da vontade de ser ou de fazer aquilo que se projectou ser ou fazer tendo em conta as circunstâncias ou o contexto.
As Consequências - é o modo como o resultado da nossa acção afecta os outros e também a nós próprios.

Liberdade - é a capacidade para agir ou não, sem outra intervenção que a da vontade. Neste sentido genérico aproxima-se do livre arbítrio. A liberdade moral é a possibilidade de escolher, de facto, entre vários actos de acordo com a sua natureza e consequências. É o sentimento subjectivo de um agente, quer no momento da decisão quer em exame retrospectivo, de que a sua decisão é livre e de que poderia, se o tivesse escolhido, decidir de forma diferente.
LIBERDADE: a oportunidade de poder escolher conscientemente entre agir ou não agir.
(Ex: podia não o ter feito, mas Qui-lo fazer). Nota bem: escolher não agir é também uma acção.

Nota: Toda a acção humana implica uma motivação, o que significa que o homem tem sempre uma causa para agir desta ou daquela maneira. Não existem acções vazias, isto é, agir só por agir. Do mesmo modo, existe sempre intencionalidade na acção, ou seja, o homem projecta no futuro o objectivo do seu agir. Toda a acção humana voluntária é intencional, isto é, visa sempre um objectivo ou uma finalidade. A acção implica sempre um agente (um sujeito) que a execute. O agente age de forma consciente e voluntária, o que significa que nada nem ninguém o deve obrigar a agir de determinada forma e age em conformidade com a sua consciência, ou seja, sabendo porque está a realizar a acção e com que finalidade. O agente deve também agir em plena liberdade e a sua acção deve estar isenta de quaisquer tipos de constrangimentos ou coacções.

Dado que o agente age de forma consciente, livre e voluntariamente, ele é o único responsável pelas consequências da sua acção. A liberdade implica a responsabilidade. É o agente quem decide que opções tomar (sempre de forma consciente), sabendo de antemão os prós e os contras de cada um dos seus actos.
Ao levar a cabo a acção, isto é, ao executá-la, o agente sabe que se não agir de acordo com as regras da sociedade em que está inserido pode incorrer em penalizações (em sanções).

Rede Conceptual da acção humana

Actos do homem:

Conjunto de movimentos de natureza reflexa, instintiva e habitual, praticados sem a intervenção activa da vontade. São comportamentos meramente reactivos, que ocorrem de modo espontâneo, mais ou menos automatizado. Praticamos estes e outros actos como resultado do nosso funcionamento orgânico ou como reacção ao meio-ambiente.

Exemplo: A sala estava tão quente que as pessoas não paravam de transpirar.


Actos humanos:

São actos intencionais que envolvem a participação activa de um sujeito autónomo e livre que, antes de agir, pondera os seus actos, escolhe de modo responsável os meios de os praticar e pensa nas consequências que deles podem advir.

Exemplo: Fazer um donativo a uma instituição.


- Uma acção é algo que nós fazemos, mas nem tudo o que fazemos constitui uma acção.

Rede conceptual da acção humana:

Agente: sujeito da acção, alguém que age, isto é, que por sua opção faz com que algo ocorra.

Intenção: propósito da acção, implica a deliberação e a definição do propósito da acção.

Motivo: porquê da acção, razões que permitem compreender a intenção.

Consciência: capacidade do agente se aperceber de si mesmo como autor da acção.

Livre-arbítrio: vontade, capacidade de escolher do agente