Muitas ideias, pontos de vista... fichas de trabalho, testes, apontamentos de Filosofia, Psicologia e tanto mais. O mundo dos filósofos acontece por aqui, porque filosofamos e estamos num mundo diferente, o nosso... volta mais tarde e estaremos todos juntos, aqui nos "Nabos da Púcara"! Deixa o teu comentário, colabora e entra no reino da Filosofia, enamora-te pelo prazer da reflexão e medita na existência, constrói a tua interioridade pela harmonia e pela vigia enquanto luz da razão. Até já...!

terça-feira, 31 de maio de 2011

FICHA DE TRABALHO DE FILOSOFIA - 10º ANO

GRUPO I
Leia atentamente as questões que se seguem e responda concisamente, fundamentando sempre todos os pontos de vista.

1. Explicite o papel do outro na construção da pessoa como sujeito moral.
R: A moralidade requer a presença de uma pessoa dotada de consciência moral. O seu desenvolvimento está dependente da interiorização de normas e princípios morais que chegam até ao sujeito por intermédio do outro. O conceito de outro é um conceito geral que inclui outros como a família, os amigos, a escola, a comunidade ou a sociedade em geral. É o outro que permite a construção do ser humano como pessoa e é da relação com o outro que surge a moralidade.

2. Tenha em conta o texto 1 que se segue e responda às questões apresentadas.

Texto 1:
“João é sargento do exército e participa numa missão de guerra num país estrangeiro. A sua unidade, comandada por um tenente, tem como objectivo entrar numa cidade para acabar com um foco de resistência. João foi escolhido para comandar um carro de combate. Ao chegar à cidade-alvo, os carros dispersam-se para poder localizar melhor os resistentes; mas, ao arrancar, João pode comprovar que não há resistência e que a população, composta na sua maioria por mulheres, crianças e idosos, não mostra sinais de hostilidade. Em determinado momento recebe por radar a ordem do seu tenente para disparar sobre um edifício que se encontra no seu alcance e que, segundo informações recebidas, serve de esconderijo a um grupo de soldados inimigos. João pode constatar que se trata de uma escola em cujo pátio estão muitas crianças. Logo o comunica ao tenente para que rectifique a ordem, mas, ao contrário do que João espera, o tenente confirma a ordem para disparar.”

José Cantilho Carmona et al., Dilemas Morales – Un aprendizaje de valores mediante el diálogo, Nau Llibres, pp. 83-84 (adaptado)
2.1. Indique a solução que daria o utilitarista a este dilema. Justifique.
R: Perante o dilema apresentado, o utilitarista defenderia, à partida, a decisão de não acatar a ordem do tenente. Com efeito, tendo em conta as possíveis consequências da acção de disparar sobre aquele edifício, e de acordo com o princípio da máxima felicidade para o maior número de possível, torna-se óbvia a escolha pela vida daquela população em detrimento de uma ordem que, aparentemente, não traz vantagens para ninguém (a não ser para o próprio João, se pensarmos nas consequências que a desobediência a um superior hierárquico pode acarretar).

2.2. Qual seria a solução segundo uma perspectiva deontológica da moral? Justifique.
R: Na perspectiva de uma ética deontológica, considerando aqui a ética kantiana como referência, o sentido do dever de garantir a vida daquelas pessoas ultrapassa o sentido do dever de respeitar e cumprir ordens de um superior hierárquico. Ainda que João decidisse cumprir a ordem do seu tenente (acção conforme ao dever), não estaria a agir correctamente (por puro respeito pela lei moral) mas por receio de retaliações. Com efeito, a moralidade de uma acção não se confunde com a legalidade que ela pode implicar. O imperativo categórico indica a João: age sempre de modo a que a máxima da tua acção se possa universalizar. Ora, cumprir sempre as ordens de um superior, mesmo quando elas são claramente injustas, não é desejável, nem universalizável. A segunda formulação do imperativo – age sempre de modo a tratares os outros como pessoas, como fins em si e nunca como meios – torna ainda mais claro que a acção de João deve ser a de não cumprir a ordem do seu tenente.

2.3. Distinga as duas perspectivas estudadasmoral utilitarista e moral kantiana – a partir dos seus aspectos centrais.
R: As propostas éticas de Kant e Stuart Mill pretendem encontrar um critério (geral ou universal) que nos permita reconhecer se uma acção é moralmente correcta ou moralmente incorrecta. Identificando-se com as teorias consequêncialistas, a perspectiva utilitarista de Stuart Mill faz depender a validade moral da acção das suas consequências ou resultados. Se a acção trouxer vantagens – vantagens essas que proporcionem a felicidade: prazer ou ausência de dor – para o maior número possível de indivíduos, então ela será útil. O critério que permite, segundo Mill, reconhecer a validade ou correcção moral das nossas acções é, portanto, o da utilidade: será legítima a acção útil, aquela que é capaz de trazer a máxima felicidade possível para o maior número possível de indivíduos. Para o utilitarismo, a validade de uma acção mede-se pelos seus efeitos e pelo fim para o qual se orienta (a felicidade), independentemente dos objectivos ou das intenções do agente. Ao contrário, a perspectiva moral kantiana elege a intenção como o centro da própria moralidade. Para Kant, será na intenção do agente que podemos encontrar os indícios de um critério de moralidade: o sentido de que estamos (ou não) a cumprir o nosso dever. Neste sentido, a perspectiva moral kantiana enquadra-se no conjunto das teorias deontológicas da moral, por defender a ideia de que os princípios e valores fundamentais se apresentam como deveres e que é o sentido do dever que justifica a moralidade das nossas acções. Ainda assim, para Kant, nem todas as acções conformes ao dever são legítimas ou correctas. Só são válidas as acções que, estando em conformidade com o dever instituído, ocorrem tendo como único motivo o puro respeito pelo dever. A proposta de Kant é a de um critério racional universal: a vontade humana, orientada pela razão, descobre como deve agir – por puro respeito à lei moral. As fórmulas do imperativo categórico indicam o procedimento: age sempre e de tal forma que a tua máxima ou princípio de acção possa ser universalizável; mais, nunca te trates a ti próprio nem a qualquer outro como meio, mas sempre como fim em si mesmo.

3. Tenha em conta o texto 2 que se segue e responda às questões apresentadas.

Texto 2
“Se o objectivo da vida é realmente a felicidade, poderemos facilmente alcançá-lo, derramando um químico indutor de felicidade nas reservas aquíferas mundiais. Desde que a dose se mantivesse perpetuamente constante, não perceberíamos quando as coisas começassem a funcionar ineficientemente, nem nos importaríamos se sucedessem desastres provocados por essa ineficiência, pois o químico manter-nos-ia a sorrir durante todo o tempo.”

C. Grayling, O Significado das Coisas, Lisboa Editora, p. 94

3.1. Explicite a crítica do autor do texto à perspectiva utilitarista.
R: O autor do texto faz uma crítica ao carácter hedonista do utilitarismo, isto é, à ideia de que o objectivo fundamental da vida e da conduta humanas, o bem último – a felicidade suprema – se encontra no prazer ou na ausência de dor. Grayling apresenta-nos uma faceta egoísta do utilitarismo.

3.2. Clarifique se a situação exposta poderia levar à verdadeira felicidade segundo Stuart Mill.
R: Segundo Stuart Mill, são os prazeres ligados ao espírito que permitem verdadeiramente atingir a felicidade, portanto, não poderia o filósofo concordar com a situação proposta no texto. Mesmo que, por hipótese, deixassem de existir problemas e todos se sentissem “felizes”, sem haver necessidade de se preocuparem uns com os outros, a liberdade e a capacidade deliberativa do indivíduo estariam sempre acima dos prazeres ligados ao corpo.

3.3. Kant afirmava que a moral não tem como objectivo a felicidade, mas sim mostrar-nos como podemos ser dignos de felicidade. Esclareça o sentido desta afirmação.
R: Kant recusa a ideia de que a felicidade seja o objectivo da moralidade ou da acção humana. Com efeito, podemos até desejar ser felizes, mas não é por essa razão que agimos moralmente, isto é, que procuramos agir correctamente. O que orienta a moralidade das nossas acções é o sentido do dever que nos é dado pela lei moral através da vontade (autónoma). A vontade autónoma é a única coisa sumamente boa que não depende de nada e que acata a lei moral sem restrições.

3.4. Imagine que um indivíduo, em desespero de causa, está a pensar raptar uma criança e chantagear os pais pedindo uma avultada quantia como resgate. Analise este caso à luz da moral kantiana, recorrendo às fórmulas do imperativo categórico.
R: À partida, segundo a moral kantiana, devemos interpretar a situação apresentada como ilegítima. Se aplicarmos as fórmulas do imperativo categórico teríamos os seguintes princípios: 1º - Age de tal forma que a tua máxima de acção (neste caso – devo raptar uma criança e chantagear os seus pais sempre que preciso de uma quantia avultada de dinheiro) seja universalizável, isto é, possa ser empregue do mesmo modo e em toda a circunstância semelhante por todos os seres humanos.
A primeira fórmula do imperativo categórico indica-nos que não seria viável nem desejável a universalização desta máxima de acção. 2º - Age sempre de modo a respeitar a humanidade, ou seja, de forma a considerar o ser humano como um fim em si mesmo e nunca como um meio. A segunda fórmula do imperativo é totalmente posta em causa pela situação apresentada, uma vez que o indivíduo se serve de uma pessoa (criança) como meio para atingir um fim (o dinheiro de que precisa).


GRUPO II

1. Tenha em conta o texto 3 que se segue e responda às questões apresentadas.

Texto 3
“Portanto, que significa ser religioso? Significa tantas coisas para tantas pessoas diferentes que, muitas vezes, se contradizem umas às outras.”
John Bowker, Religiões do Mundo, Livraria Civilização Editora, p.6

1.1. Explique o significado desta afirmação, no contexto de uma reflexão crítica sobre a religião.
R: Ser religioso significa de facto muitas coisas para pessoas diferentes, sendo que essas ideias se contradizem, com frequência, umas às outras. Enquanto uns associam a religião a Deus como fonte e objecto da vida, outros encaram-na como uma forma de passar o tempo; uns associam-na ao amor ao próximo, outros à discriminação e à excomunhão; uns associam-na à superstição, outros à perseguição; uns associam-na à vida depois da morte, outros a objectivos puramente terrenos; uns associam-na à oração, outros ao combate, outros à criação artística, etc. Deste modo, falar de religião é aludir a uma pluralidade de aspectos; à vivência religiosa da fé, ao fenómeno religioso, às instituições religiosas, ao sagrado, aos símbolos que representam, a regras morais, a dogmas, a interpretações do mundo e da vida, a livros sagrados, à revelação, a ministros, sacerdotes, eremitas, etc. Só uma vez reconhecida esta pluralidade de características é que nos será possível adquirir discernimento crítico para avaliar a amplitude, o valor e o significado da dimensão religiosa do ser humano.

1.2. Defina os seguintes conceitos: Profano, Sagrado e Hierofania.
R: Profano refere-se a tudo aquilo que, sendo de algum modo estranho à esfera do sagrado ou religioso, faz parte integrante do mundo natural e quotidiano, ou seja, o mundo da experiência comum.
O Sagrado, sendo relativo a algo reservado, interdito, separado, susceptível de veneração, designa uma ordem de realidades cuja natureza e valor superam, de forma radical, a natureza e o valor das coisas do quotidiano, do mundo em que vivemos diariamente.
A hierofania é a manifestação do sagrado, ocorrendo através de um determinado ser ou objecto, que passa a adquirir uma dimensão totalmente nova, um carácter de sacralidade.

2. Esclareça em que consiste o problema do sentido da existência.
R: O problema do sentido da existência consiste em perguntar pela orientação e pela direcção das nossas acções, tendo em conta as normas, os valores e o sentido da responsabilidade; pelo significado e pelo valor de cada um dos nossos actos, na sua conexão com a vida enquanto totalidade mais vasta; pela razão de ser e pela finalidade da vida: trata-se saber qual o “de onde” (causa originária) e o “para onde” (causa final) da existência, por que razão e para que fim existimos.

3. Relacione religião e sentido da existência.
R: A religião confere sentido à existência humana ao colocar o ser humano em relação com Deus, visto como um Ser superior, plenitude de vida, fonte primordial de todo o sentido. Deste modo, a religião confere à vida humana uma orientação e uma direcção, ao estabelecer normas, valores, motivações, ideais e um rumo para a acção; confere-lhe um significado e um valor: ao perspectivá-la como um dom divino e ao inscrevê-la numa dimensão espiritual, vivida mediante a fé, a esperança e a ligação do ser humano à transcendência; confere-lhe uma razão de ser e uma finalidade, ao proporcionar não só uma explicação para a origem do mundo e da vida, mas também um horizonte de plenitude, uma realidade e um fim últimos, ou seja, a salvação, encarada como o supremo bem que o ser humano pode atingir, pois a ela se encontram associadas a felicidade, a paz, a glória, a beatitude e a vida eterna.

4. Mostre que, para Kierkegaard, a religião é a única via que permite conferir um verdadeiro sentido à vida humana.
R: A religião, para Kierkegaard, responde efectivamente ao problema do sentido da vida humana, encarada por este filósofo segundo a categoria da possibilidade. Valorizando o indivíduo, o existente singular e concreto, com a sua verdade subjectiva, Kierkegaard considera haver três estádios ou formas possíveis de existência: o estádio estético, o estádio ético e o estádio religioso, sendo esta a forma de vida que coloca o ser humano em contacto com o Eterno. O homem religioso é alguém que assume o sofrimento e vive na fé, seguindo as ordens divinas, mesmo que isso possa ir contra as normas morais convencionais. A fé é uma relação entre o ser humano e Deus, relação vivida na solidão e na consciência da diferença infinita entre a natureza divina e a natureza humana (marcada pelo pecado). A própria fé constitui uma certeza angustiante, e a vida religiosa escapa ao âmbito limitado da razão. A religião (o cristianismo), situando-se ao nível do paradoxo e do absurdo, não é uma perspectiva racional acerca do mundo: é a via da salvação, permitindo conferir sentido à vida humana (através da relação com Deus, para o qual tudo é possível), libertando-a do fracasso e do desespero.

5. Tenha em conta o texto 4 que se segue e responda às questões apresentadas.

Texto 4
“A luta contra a religião é indirectamente a luta contra aquele mundo cujo aroma espiritual é a religião.” (Marx)

5.1. Mostre, com base nesta afirmação, que para Marx a resposta religiosa ao sentido da existência é uma resposta ilusória.
R: As ideias relativas ao Além e à salvação ultraterrena resultam, segundo Marx, de projecções que o ser humano faz de si mesmo. Mas ele é um ser concreto, moldado pela sociedade e pelo Estado, os quais, no âmbito do sistema capitalista, constituem um mundo invertido. A religião serve de consolo e de justificação para esse mundo: as noções de Deus e do Além resultam da conjugação da ignorância da classe explorada (a classe proletária) com o interesse da classe dominante (a classe burguesa ou capitalista), à qual interessa a submissão daquela. Consolada pelas promessas da religião, a classe explorada aceita as condições sociais e materiais em que vive, não se revoltando contra a classe opressora. A religião surge como ideologia, conjunto de representações que traduz os interesses da classe dominante. Deste modo a religião é o “ópio do povo”, e ao acreditar nas suas ilusões e agindo de acordo com elas, o ser humano deixa de viver a sua verdadeira vida neste mundo, sendo a resposta religiosa ao sentido da existência uma resposta ilusória. A luta contra a religião “é indirectamente a luta contra aquele mundo cujo aroma espiritual é a religião”. A tarefa da filosofia consistirá em desmascarar todas as formas de alienação. Uma vez suprimida a alienação socioeconómica – mediante a abolição da propriedade privada -, todas as outras formas de alienação acabarão por desaparecer, inclusive a alienação religiosa.

GRUPO III

1. Defina os seguintes conceitos: Teísmo, Deismo, Ateísmo, Agnosticismo, Fideismo e Panteísmo.
R: Teísmo: doutrina que, em oposição ao ateísmo, afirma a existência de Deus, encarado como uma Pessoa, sendo perfeito, único e transcendente, criador e conservador do Universo.
Deísmo: posição filosófica que afirma a existência de Deus, mas à margem da revelação, da graça, dos dogmas, dos milagres, da Providência e da relação pessoal com o ser humano.
Ateísmo: posição filosófica que nega a existência de Deus e, de uma forma geral, de qualquer realidade que possa considerar-se de natureza divina. O ateísmo teórico poderá servir de fundamento ao ateísmo prático, equivalente às atitudes e comportamentos vividos à margem de qualquer referência à esfera religiosa ou à ideia de Deus.
Agnosticismo: posição filosófica segundo a qual não é possível ao ser humano, por limitações da sua capacidade cognitiva, saber se Deus existe ou não, nem aceder ao conhecimento da sua essência.
Fideísmo: doutrina que sustenta a incapacidade da razão humana para atingir determinadas verdades (como as relativas à existência e à essência de Deus), as quais só são acessíveis mediante a fé.
Panteísmo: posição filosófica segundo a qual Deus e o mundo são a mesma realidade, o que implica negar a transcendência e afirmar a imanência de tudo o que existe.

2. Explique a relação entre essência e existência ao nível do argumento ontológico.
R: O argumento ontológico exprime a tentativa de demonstrar a existência de Deus de um modo inteiramente a priori. Segundo este argumento, a existência de Deus pode ser provada com base na definição da sua essência. Assim, se Deus é um ser perfeito e infinito, então existe necessariamente, constituindo a existência uma das suas perfeições. Na ideia de ser perfeito está implícita a existência eterna e necessária: a existência faz parte da sua essência, e ele não pode ser pensado como não-existente. Obviamente que tal só se passa ao nível do ser divino, já que, no tocante às criaturas, que são imperfeitas, a essência não implica necessariamente a existência.

3. Relacione pluralismo religioso e tolerância.
R: Em várias partes do mundo, assiste-se ainda a conflitos religiosos, marcados pela intolerância, por atitudes fanáticas, por acções terroristas e pela falta de respeito pelos direitos humanos. Nas sociedades democráticas procura-se respeitar o pluralismo religioso. O Estado deve criar condições para que diferentes confissões religiosas convivam pacificamente e os cidadãos possam escolher e manifestar livremente a sua orientação religiosa. A liberdade de consciência e de culto constitui um direito humano essencial. A defesa do pluralismo religioso articula-se com a tolerância, a qual não é só necessária entre diferentes confissões religiosas, como também em relação àqueles que não professam qualquer religião. Em nome da tolerância, deve-se reclamar o direito de não tolerar movimentos, grupos ou pessoas intolerantes. É para lá do relativismo e da indiferença, pondo a ênfase nos direitos humanos, no diálogo, na tolerância e no respeito pelo outro, que se pode promover o pluralismo religioso.

terça-feira, 24 de maio de 2011

FICHA DE TRABALHO DE PSICOLOGIA A - 11º Ano

Leia atentamente a sua ficha de trabalho antes de começar a responder às questões. Nada de pressas! Deve ter em conta os seguintes critérios, segundo os quais as suas respostas serão avaliadas:
Domínio dos conteúdos e temas tratados – 40%; Análise e interpretação de documentos /frases apresentada – 30%; Rigor conceptual – 10%, Correcção linguística – 10%, Clareza e sequência lógica das ideias – 10%.

Grupo I
(5x2=10 pontos)


Este grupo é constituído por cinco afirmações em que terá de assinalar com um V, as afirmações verdadeiras e com um F as falsas.

1 – A socialização é o processo pelo qual o indivíduo descobre que a sua personalidade resulta dos factores sociais. F

2– O conformismo leva um indivíduo a modificar o seu comportamento para ser aceite no grupo a que pertence. V

3 – O estatuto é definido pelo conjunto de papéis profissionais que o indivíduo desempenha. F

4 – O conflito provocado por uma mudança de funções superiores para outra de menor prestígio designa-se por descontinuidade nos papéis. V

5 – Pensamento convergente indica que todos pensam de forma semelhante, sentindo-se como desviante aquele que foge da unanimidade. V


Grupo II
(10x5=50 pontos)

No grupo que se segue terá de seleccionar a resposta correcta.

1. A atracção interpessoal revela-se:
A – No comportamento sociocultural de determinadas pessoas nos grupos.
B – Na preferência por pessoas que têm o mesmo interesse por nós.
C – Na preferência por determinadas pessoas com quem gostamos de estar.
D – Na avaliação cognitiva que fazemos de determinadas pessoas.

2. Para que uma relação seja de amizade é necessário que exista:
A – Co-presença e atracção pessoal.
B – Reciprocidade e suporte emocional.
C – Gratificação e conformismo.
D – Experiência e compromisso.

3. As relações de intimidade são um tipo de interacção social que são:
A – Independentes do contexto social.
B – Dependentes do estatuto económico e social.
C – Dependentes do conformismo grupal.
D – Condicionadas pelo contexto social.

4. A socialização é o processo pelo qual ocorre a:
A – Submissão aos valores morais de um grupo.
B – Interiorização de uma determinada cultura.
C – Aquisição de características pessoais idênticas.
D – Construção de estruturas sociais inovadoras.

5. O conformismo resulta da pressão:
A – De pessoas de estatuto social superior.
B – Das expectativas do grupo de referência.
C – Das normas do grupo de pertença.
D – De formas de pensar repressivas.

6. A interacção social ocorre em situações que as pessoas estão face a face. Esta afirmação é:
A – Verdadeira: a ocorrência de uma interacção depende do contexto social.
B – Falsa: a ocorrência de uma interacção é determinada pelo estatuto social.
C – Falsa: o comportamento é condicionado pela expectativa do encontro.
D – Verdadeira: o comportamento de uma pessoa é influenciado pelo da outra.

7. A comparação social é um processo de avaliação das semelhanças entre as pessoas. Esta afirmação é:
A – Verdadeira: a avaliação dos outros é realizada através das características comuns.
B – Falsa: a comparação social permite perceber as semelhanças e as diferenças.
C – Falsa: a avaliação dos outros é um processo independente de influências sociais.
D – Verdadeira: a comparação social tem como objectivo a uniformidade social.

8. Em geral, as pessoas preferem o tipo de liderança democrática. Esta afirmação é:
A – Verdadeira: a liderança democrática permite uma maior eficácia.
B – Verdadeira: a preferência está dependente do grupo maioritário.
C – Falsa: a preferência está relacionada com o estilo do líder.
D – Falsa: a liderança preferencial está relacionada com a cultura.

9. O papel social é o conjunto de comportamentos que o grupo espera de determinado indivíduo de acordo com o seu estatuto social. Esta afirmação é:
A – Falsa: porque o papel social resulta da interacção do sujeito com os diferentes estatutos que lhe são atribuídos dentro de um grupo.
B – Verdadeira: porque o papel social é o conjunto de comportamentos que são esperados em relação a um indivíduo, de acordo com a sua posição no grupo.
C – Falsa: porque o papel social resulta do conformismo de alguns indivíduos face ao inconformismo de outros dentro do grupo.
D – Verdadeira: porque o papel social resulta da forma como o indivíduo se adapta ou não às responsabilidades que o grupo lhe atribui.

10. O pensamento divergente permite encontrar várias soluções aceitáveis para um problema: Esta afirmação é:

A – Falsa: diversas soluções aceitáveis caracterizam o pensamento convergente.
B – Verdadeira: diversas soluções aceitáveis caracterizam o pensamento humano.
C – Verdadeira: este tipo de pensamento implica uma forte flexibilidade mental.
D – Falsa: este tipo de pensamento indica uma forte fixidez mental.


Grupo III
(5x20=100 pontos)

Neste grupo pretendem-se respostas curtas e objectivas.
Tenha em atenção que a sua resposta será avaliada de acordo com critérios já mencionados inicialmente.
Leia o texto com atenção seguinte e responda ao questionário:
“Poderá pensar que o supermercado não tem muita relevância para o estudo da Psicologia mas, como sabemos, os psicólogos estudam frequentemente os comportamentos nos lugares mais surpreendentes. O supermercado pode-nos dizer muito sobre a dinâmica das sociedades no início do século XXI, desde as imigrações até às minorias. Da próxima vez que for ao supermercado preste atenção à grande variedade de produtos expostos nas prateleiras. Se, como muitas pessoas fazem, começar as compras pela secção de utilidades e roupas, verá que há produtos em maioria e em minoria. Os produtos maioritários obedecem às tendências dominantes, são em maior número e de acesso mais fácil nas prateleiras. São os que provocam menos esforço a adquirir. Já os produtos minoritários, se existirem – porque só as grandes superfícies ou os supermercados topo de gama têm essas secções orientadas para faixas mais restritas de compradores – são mais difíceis de encontrar e têm preços menos convidativos. Há assim produtos para as massas e, outros, para elites e para minorias.
Se passar à secção dos frescos, é provável que encontre muitos produtos de muitos locais (a globalização do mercado permite que não esperemos por certas épocas do ano para consumir certos alimentos) e encontrará também uma zona de produtos biológicos, ainda claramente minoritários mas ocupando progressivamente mais espaço. No corredor seguinte poderá dar de caras com a secção dietética ou com uma vasta gama de pastas de caril, especiarias e produtos como o leite de coco ou o óleo de palma, próprios de povos de outras culturas. E, se prestar atenção ao pacote das bolachas ou à embalagem do chocolate, verá que os ingredientes vêm escritos em muitas línguas diferentes.
O que podemos concluir daqui? A enorme variedade de produtos a que nos habituamos a ver nos supermercados ocidentais depende dos laços sociais complexos (interpessoais, económicos e culturais) que ligam pessoas e países do mundo inteiro. Em relação ao passado, o mundo em que vivemos hoje em dia tornou-nos mais dependentes de outras pessoas, ainda que estejam a milhares de quilómetros de distância.”
Anthony Giddens, Sociologia (Adaptação livre)

1Explique em que medida o supermercado nos pode dar indicações sobre a dinâmica social.

2Explique como, a partir da análise de um supermercado, se pode concluir que as “minorias verdes”, defensoras dos produtos biológicos e do ambiente, são cada vez mais influentes.

3Mostre como um supermercado pode revelar a influência das minorias étnicas.

4 – Como explicaria a influência das minorias nos produtos de supermercado segundo o modelo genético.

5 – Como seria explicada, pelo modelo funcionalista, a influência das minorias étnicas num supermercado?


Grupo IV
(40 pontos)

Neste grupo pretende-se uma resposta aberta e orientada.

1 Tenha em consideração o texto que se segue:

“Em resumo, a influência minoritária agiria através de processos diferenciados e teria efeitos diferentes em comparação com a influência maioritária. A resolução do conflito com uma maioria ocorre com a aceitação passiva das suas ideias ou julgamentos (efeito de complacência), enquanto a influência minoritária provoca uma mudança nas crenças pessoais (efeito de conversão). A influência da maioria implica um processo de comparação social entre os seus membros a respeito das opiniões ou dos julgamentos diferentes; já a influência da minoria ocorre através de um processo de validação, centrado no objecto das diferenças. O efeito que tem a influência de uma maioria é o de obter a uniformidade nos julgamentos de seus membros, enquanto os de uma minoria seriam a divergência e a inovação nos julgamentos.”
Doms e Moscovici, in José Luís Álvaro e A. Garrido (2007), Psicologia Social [In Manual Adoptado p. 181]

Comente o texto apresentado indicando o problema principal e relacione-o com os conceitos que estão implicados no mesmo.
R: O problema que está em causa no texto é a questão do modelo genético, onde se salienta o facto de a influência social não ser determinada pelo poder do grupo, pelo seu estatuto ou pelo seu número, mas sim pelo seu carácter nómico (pretencioso) ou anómico (despretencioso), activo ou passivo; isto significa que o modelo genético é caracterizado por considerar o sistema social um produto dos indivíduos e das suas acções. As modalidades de influência são a conformidade, a normalização e a inovação. No texto está implicado a clarificação do papel das minorias na vida social, uma vez que as minorias conseguem ser agentes importantes de transformação da vida social, por outro lado, através da realização de experiências, Moscovici mostrou que a influência da minoria não consiste apenas numa alteração da resposta emitida em público, mas afecta verdadeiramente a opinião ou julgamento interno, neste caso, a influência não se reduz a uma simples complacência ou submissão à maioria, mas há um efeito de conversão. Segundo a teoria da conversão, a grande diferença social de uma minoria e de uma maioria é que, enquanto a maioria provoca a aceitação dos seus postulados sem provocar uma mudança real nas opiniões dos indivíduos, as minorias provocam mudanças mais profundas relacionadas com a conversão daqueles que são objecto de influência. Outro aspecto a ter em conta presente no texto é a distinção entre o pensamento da maioria e o da minoria, enquanto o pensamento da maioria se caracteriza por um pensamento convergente (todos pensam de forma semelhante, sentindo-se como desviante aquele que foge da unanimidade), as minorias estimulam o pensamento divergente: provocando a reflexão, a minoria activa processos de reavaliação do problema considerado, buscando novas estratégias de resolução dos problemas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ficha de trabalho de Psicologia A - 11º A



Grupo I

Das afirmações que se seguem, indique as verdadeiras (V) e as Falsas (F).

1 – A socialização é o processo pelo qual o indivíduo descobre que a sua personalidade resulta dos factores sociais. F

2 – A família, as instituições religiosas, as associações de estudantes e os hospitais são modelos de grupos primários. F

3 – O líder autoritário é dominador, comentando a actividade dos membros do grupo apenas quando solicitado. F

4 – O conformismo leva um indivíduo a modificar o seu comportamento para ser aceite no grupo a que pertence. V

5 – O estatuto social está intimamente ligado ao lugar que o indivíduo ocupa na hierarquia, no grupo social. V

6 – O estatuto é definido pelo conjunto de papéis profissionais que o indivíduo desempenha. F

7 – Frequentemente, a multiplicidade de papéis desempenhados pela mesma pessoa conduz a uma situação de conflito. V

8 – O conflito provocado por uma mudança de funções superiores para outra de menor prestígio designa-se por descontinuidade nos papéis. V

9 – Cooperação é quando há colaboração e acção conjunta de indivíduos para atingir um fim comum. V

10 – Pensamento convergente indica que todos pensam de forma semelhante, sentindo-se como desviante aquele que foge da unanimidade. V

Grupo II


1 – A liderança é um fenómeno frequente em contexto de grupo. Identifique os principais tipos de liderança.

R: Os tipos de liderança advêm da tendência de alguns elementos para assumirem posições de chefia, seja essa liderança exercida de forma implícita ou explícita. Considera-se que existem três tipos de liderança: a liderança autoritária, a liderança laissez-faire (ou permissiva) e a liderança democrática.
O líder autoritário toma decisões sem consultar o grupo, por isso não demonstra abertura à discussão com os outros elementos do grupo.
Na liderança permissiva (laissez-faire), o líder não intervém no processo de decisão a não ser que seja chamado para tal.
Em contrapartida, o líder democrático permite que o grupo faça sugestões e participe no processo de tomada de decisão. Este tipo de líder dá alguma autonomia ao grupo, apoia, assiste e aconselha o grupo na tomada de decisão.

2 – Os indivíduos procuram constantemente atingir vários objectivos, gerando-se situações de conflito e de frustração. Explique como se desencadeia um conflito.
R: A vida quotidiana centra, em larga medida, a sua satisfação na medição da performance das pessoas na consecução dos seus objectivos, sejam eles académicos, profissionais, relacionais ou pessoais. No meio de tanto objectivo, é frequente e natural que o sujeito se depare com obstáculos e constrangimentos à acção, sejam eles criados por outrem ou pelo próprio. No caso do próprio, o conflito aparece quando duas motivações surgem com a mesma intensidade, mas em direcções opostas e que são mutuamente exclusivas (a resolução de uma impede a satisfação de outra), sendo o sujeito obrigado a optar por uma delas.

3Clarifique os conceitos de: conformismo e inconformismo.
R: O conformismo ocorre quando o indivíduo adopta comportamentos e atitudes consideradas desejáveis pelo grupo em que está integrado; o inconformismo ocorre quando os comportamentos e atitudes não correspondem às expectativas do grupo.

Ficha de Trabalho - Psicologia A - 11º Ano



Tenha em conta o grupo que se segue terá de seleccionar a resposta correcta entre as diversas afirmações.

1. A atracção interpessoal revela-se:
A – Na preferência por pessoas que têm o mesmo interesse por nós.
B – Na preferência por determinadas pessoas com quem gostamos de estar.
C – Na avaliação cognitiva que fazemos de determinadas pessoas.
D – No comportamento sociocultural de determinadas pessoas nos grupos.

2. Há factores que interferem no processo de atracção pessoal.
A – Proximidade, semelhanças físicas, histórias pessoais, complementaridade e igualdade.
B – Interesses comuns, beleza física, passividade, reciprocidade e complementaridade.
C – Proximidade, atracção física, semelhanças interpessoais, complementaridade e reciprocidade.
D – Interesses comuns, personalidade, semelhanças físicas, independência e complementaridade.

3. A afiliação é a:
A – Representação social do conformismo.
B – Capacidade de inibir a ansiedade relacional.
C – Necessidade do outro e de estar com ele.
D – Expressão social de uma relação amorosa

4. Entre outros, os principais factores que influenciam a atracção interpessoal são:
A – Agressividade, beleza, paridade.
B – Familiaridade, semelhança, proximidade.
C – Sexualidade, diferença, intimidade.
D – Amizade, empatia, complementaridade.

5. Para que uma relação seja de amizade é necessário que exista:
A – Reciprocidade e suporte emocional.
B – Gratificação e conformismo.
C – Co-presença e atracção pessoal.
D – Experiência e compromisso.

6. As relações de intimidade são um tipo de interacção social que são:
A – Dependentes do estatuto económico e social.
B – Condicionadas pelo contexto social.
C – Dependentes do conformismo grupal.
D – Independentes do contexto social.

7. A socialização é o processo pelo qual ocorre a:
              A – Submissão aos valores morais de um grupo.
              B – Aquisição de características pessoais idênticas.
              C – Interiorização de uma determinada cultura.
               D – Construção de estruturas sociais inovadoras.

8. O conformismo resulta da pressão:
A – Das normas do grupo de pertença.
B – De formas de pensar repressivas.
C – De pessoas de estatuto social superior.
D – Das expectativas do grupo de referência.

9. Para que um conjunto de pessoas seja considerado um grupo é necessário que, entre os seus elementos, exista:
A – Concordância, amizade e comparação social.
B – Passividade, dependência e necessidade de associação.
C – Relação, obediência e liderança democrática.
D – Interacção, interdependência e consciência de pertença.

10. A interacção social ocorre em situações que as pessoas estão face a face. Esta afirmação é:
A – Falsa: o comportamento é condicionado pela expectativa do encontro.
B – Verdadeira: o comportamento de uma pessoa é influenciado pelo da outra.
C – Falsa: a ocorrência de uma interacção é determinada pelo estatuto social.
D – Verdadeira: a ocorrência de uma interacção depende do contexto social.

11. A comparação social é um processo de avaliação das semelhanças entre as pessoas. Esta afirmação é:
A – Falsa: a avaliação dos outros é um processo independente de influências sociais.
B – Verdadeira: a avaliação dos outros é realizada através das características comuns.
C – Falsa: a comparação social permite perceber as semelhanças e as diferenças.
D – Verdadeira: a comparação social tem como objectivo a uniformidade social.

12. As pessoas são influenciadas pelas outras mesmo quando não têm consciência de serem. Esta afirmação é:
A – Falsa: a influência social está dependente da vontade individual.
B – Verdadeira: a influência social conduz a alterações de personalidade.
C – Falsa: a influência social implica processos conscientes de mudança.
D – Verdadeira: a influência social pode escapar ao controlo pessoal.

13. Em geral, as pessoas preferem o tipo de liderança democrática. Esta afirmação é:
A – Falsa: a preferência está relacionada com o estilo do líder.
B – Verdadeira: a liderança democrática permite uma maior eficácia.
C – Falsa: a liderança preferencial está relacionada com a cultura.
D – Verdadeira: a preferência está dependente do grupo maioritário.

14. Considere as seguintes características dos processos de conformismo e de obediência. Seleccione, depois, a alternativa que os identifica correctamente.
1. A influência é exercida extremamente por uma figura de autoridade.
2. A influência conduz a mudanças internas que perduram no tempo.
3. A influência está relacionada com sentimentos de insegurança face a uma situação.

A.      1. obediência; 2. e 3. conformismo.
B.      1. e 2. obediência; 3. conformismo.
C.      2. obediência; 1. E 3. conformismo.
D.      1. e 3. obediência; 2. conformismo.

15. Considere as seguintes características dos conceitos de estatuo e papel. Seleccione, depois, a alternativa que os identifica correctamente.
1. Funções que a pessoa desempenha numa determina instituição.
2. É a posição social que uma pessoa ocupa num grupo.
3. Resulta do desempenho de tarefas especializadas no grupo.

A.      1. estatuto; 2. e 3. papel.
B.      1. e 2. estatuto; 3. papel.
C.      1. papel; 2. e 3. estatuto.
D.      3. e 3. papel; 2. estatuto.

16. Analise as afirmações que se seguem, sobre o amor. Seleccione, depois, a alternativa que as avalia correctamente.
1.       O amor implica o desejo de suporte e de ajuda ao outro.
2.       A intimidade é a componente emocional do amor e envolve sentimentos de proximidade.
3.       A paixão é condição essencial para que exista amor.

A.      1. e 2. são verdadeiras; 3. é falsa.
B.      1. é verdadeira; 2. e 3. são falsas.
C.      1. e 3. são verdadeiras; 2. é falsa.
D.      2. é verdadeira; 1. e 3. são falsas.

17. Analise as afirmações que se seguem, sobre tipos de grupos. Seleccione, depois, a alternativa que as avalia correctamente.
1.       O exogrupo é aquele que se desenvolve de modo espontâneo a partir de interesses comuns.
2.       O grupo secundário é aquele em que os seus elementos desenvolvem relações de intimidade.
3.       O grupo de referência é aquele que nos proporciona modelos de comportamento.

A.      3. é verdadeira: 1. e 2. são falsas.
B.      1. e 2. são verdadeiras; 3. é falsa.
C.      2. é verdadeira; 1. e 3. são falsas.
D.      1. e 3. são verdadeiras; 2. é falsa.

18. A posição e os direitos de uma pessoa no grupo corresponde:
A – Estatuto.
B – Papel.
C – Atitude.
D – Socialização.

19. O papel social é o conjunto de comportamentos que o grupo espera de determinado indivíduo de acordo com o seu estatuto social. Esta afirmação é:
A – Verdadeira: porque o papel social é o conjunto de comportamentos que são esperados em relação a um indivíduo, de acordo com a sua posição no grupo.
B – Falsa: porque o papel social resulta do conformismo de alguns indivíduos face ao inconformismo de outros dentro do grupo.
C – Verdadeira: porque o papel social resulta da forma como o indivíduo se adapta ou não às responsabilidades que o grupo lhe atribui.
D – Falsa: porque o papel social resulta da interacção do sujeito com os diferentes estatutos que lhe são atribuídos dentro de um grupo.

20. A liderança democrática proporciona:
A – Participação nas decisões; elevada satisfação pessoal.
B – Conformismo e obediência; ausência de comunicação.
C – Conflitos e hostilidades; elevado nível de criatividade.
D – Produtividade reduzida; ausência de avaliação.

21 – A identidade social é definida pela presença a grupos sociais maioritários. Esta afirmação é:
A – Falsa: ela é determinada pela identidade pessoal.
B – Verdadeira: ela é determinada pela comparação social.
C – Falsa: ela está associada aos grupos sociais de pertença.
D – Verdadeira: ela está associada às normas dominantes.

22. Os conflitos sociais são alimentados e reactivados por certas atitudes negativas, designadas por preconceitos. Esta afirmação é:
A – Falsa: porque as atitudes negativas que alimentamos em relação a outras pessoas são compensadas por atitudes mais positivas.
B – Verdadeira: porque são os preconceitos que criam as qualidades negativas que atribuímos aos outros.
C – Verdadeira: porque os sentimentos que nutrimos em relação aos que não são do nosso grupo contribuem para a visão exagerada dos seus aspectos negativos e incrementam o antagonismo entre “nós” e “eles”.
D – Falsa: porque o antagonismo de interesses, a escassez de recursos e as assimetrias de poder é que alimentam os conflitos, aumentando a oposição entre grupos sociais adversos.

23. A discriminação é o comportamento que decorre:
A – Da crença.
B – Do preconceito.
C – Do conformismo.
D – Da obediência.

24. A convivência entre membros de grupos antagónicos é uma forma razoável de resolver conflitos intergrupais. Esta afirmação é:

A – Falsa: porque o contacto entre os grupos só produz efeitos se os líderes não estiverem presentes.
B – Verdadeira: porque a convivência entre os grupos permite a descoberta recíproca de semelhanças que favorecem a aproximação.
C – Falsa: porque o contacto permite ampliar as hostilidades e reforçar os sentimentos de endogrupo em oposição ao exogrupo.
D – Verdadeira: porque, quando os grupos têm os mesmos objectivos, tendem a aperceber-se das afinidades entre eles e esquecer as divergências.

25. O pensamento divergente permite encontrar várias soluções aceitáveis para um problema: Esta afirmação é:

A – Falsa: este tipo de pensamento indica uma forte fixidez mental.
B – Verdadeira: diversas soluções aceitáveis caracterizam o pensamento humano.
C – Falsa: diversas soluções aceitáveis caracterizam o pensamento convergente.
D – Verdadeira: este tipo de pensamento implica uma forte flexibilidade mental.

Grupo II

Leia o texto com atenção seguinte e responda ao questionário:

“Poderá pensar que o supermercado não tem muita relevância para o estudo da Psicologia mas, como sabemos, os psicólogos estudam frequentemente os comportamentos nos lugares mais surpreendentes. O supermercado pode-nos dizer muito sobre a dinâmica das sociedades no início do século XXI, desde as imigrações até às minorias. Da próxima vez que for ao supermercado preste atenção à grande variedade de produtos expostos nas prateleiras. Se, como muitas pessoas fazem, começar as compras pela secção de utilidades e roupas, verá que há produtos em maioria e em minoria. Os produtos maioritários obedecem às tendências dominantes, são em maior número e de acesso mais fácil nas prateleiras. São os que provocam menos esforço a adquirir. Já os produtos minoritários, se existirem – porque só as grandes superfícies ou os supermercados topo de gama têm essas secções orientadas para faixas mais restritas de compradores – são mais difíceis de encontrar e têm preços menos convidativos. Há assim produtos para as massas e, outros, para elites e para minorias.
Se passar à secção dos frescos, é provável que encontre muitos produtos de muitos locais (a globalização do mercado permite que não esperemos por certas épocas do ano para consumir certos alimentos) e encontrará também uma zona de produtos biológicos, ainda claramente minoritários mas ocupando progressivamente mais espaço. No corredor seguinte poderá dar de caras com a secção dietética ou com uma vasta gama de pastas de caril, especiarias e produtos como o leite de coco ou o óleo de palma, próprios de povos de outras culturas. E, se prestar atenção ao pacote das bolachas ou à embalagem do chocolate, verá que os ingredientes vêm escritos em muitas línguas diferentes.
O que podemos concluir daqui? A enorme variedade de produtos a que nos habituamos a ver nos supermercados ocidentais depende dos laços sociais complexos (interpessoais, económicos e culturais) que ligam pessoas e países do mundo inteiro. Em relação ao passado, o mundo em que vivemos hoje em dia tornou-nos mais dependentes de outras pessoas, ainda que estejam a milhares de quilómetros de distância.”

Anthony Giddens, Sociologia (Adaptação livre)

1Explique em que medida o supermercado nos pode dar indicações sobre a dinâmica social.

2Explique como, a partir da análise de um supermercado, se pode concluir que as “minorias verdes”, defensoras dos produtos biológicos e do ambiente, são cada vez mais influentes.

3Mostre como um supermercado pode revelar a influência das minorias étnicas.

4 – Como explicaria a influência das minorias nos produtos de supermercado segundo o modelo genético.

5 – Como seria explicada, pelo modelo funcionalista, a influência das minorias étnicas num supermercado?

Boa sorte!