(Apontamento)
Metáfora da visão. A metáfora mais frequente é a da visão. Conhecer é ver. Em linguagem corrente diz-se: Ele não vê nada disso! Anda com os olhos tapados! Em filosofia, falamos do período das Luzes ou do Iluminismo. Santo Agostinho descreveu a faculdade de conhecer como iluminação. Já Platão tinha falado da luz do Sol a das sombras.
Metáfora do tacto. Conhecer é apreender a realidade. Em linguagem corrente diz-se: Ele não captou nada! Não consegui apanhar o que o professor disse! Na iconografia antiga, os estóicos eram representados pela " mão fechada como símbolo da possibilidade do conhecimento, enquanto os cépticos eram representados pela mão aberta, como símbolo da impossibilidade da apreensão da verdade.
Metáfora do recipiente. Descreve-se a interpreta-se ainda o acto de conhecer pelo recurso à imagem do recipiente. Assim, diz-se também com frequência que não entrou cá nada ou que não ficou cá nada. Karl Popper divulgou esta imagem sob a designação da metáfora do balde.
Metáfora da cópia. O resultado do conhecimento traduz-se numa imagem ou representação mental do objecto. Alguns recorreram à metáfora da fotografia; outros à metáfora da gravação, nas suas diversas modalidades da escrita, da impressão ou do registo.
Metáfora da balança. Curiosa é a metáfora da balança ou do peso. São conhecidas as expressões em que entra o verbo ponderar, que significa justamente pesar. Diz-se, por exemplo: Ainda não ponderei bem. Há outras expressões que pressupõem a mesma metáfora. Dizemos: É necessário pesar (ou medir) bem os prós e os contras.
Metáfora da rede. A metáfora da rede é utilizada para dizer que o que nós conhecemos (ou o que a ciência investiga) depende da rede de que dispomos, sugerindo que com outra rede recolheríamos outras informacões.
Metáfora do computador. Uma metáfora muito recente que sugere a actividade cognitiva como uma actividade de registo na memória, de processamento e de tratamento da informação.
Metáfora da caverna de Platão. A metáfora ou alegoria é conjunto de metáforas da caverna é seguramente a mais conhecida metáfora do conhecimento, onde se assinala o trânsito da ignorância para o saber.
Metáfora da tábua rasa de John Locke. O estado da mente antes do conhecimento. É a metáfora mais conhecida para dar a compreender a posição dos autores empiristas.
Metáfora das sementes de René Descartes. A metáfora que representa a oposição mais clara ao empirismo e à metáfora da tábua rasa.
TAREFA:
1. Quais as vantagens e quais os limites de cada uma das metáforas?
2. Qual (quais) a(s) metáfora(s) mais adequada(s) para descrever a interpretar o acto e o resultado do conhecer?
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