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domingo, 20 de fevereiro de 2011

COGNIÇÃO SOCIAL

Apontamento - Psicologia A - 11º Ano

Como compreendemos os outros?
Como é que nos relacionamos com os outros?
Porque é que as pessoas têm determinados comportamentos?
Porque é que rimos numa determinada situação e somos pouco amigáveis noutra?
Como organizamos a informação que temos sobre o comportamento dos outros?
Como construímos um mundo social com sentido?

O modo como tomamos decisões e nos comportamos depende do modo como construímos e interpretamos o mundo social, ou seja, depende daquilo que pensamos. Devido à complexidade do mundo e devido à complexidade da nossa mente utilizamos estratégias cognitivas que, muitas vezes, nos conduzem a avaliações pouco precisas da realidade.

A cognição social compreende os processos pelos quais as pessoas conhecem o mundo social. É o conhecimento de qualquer objecto humano, seja a pessoa em si mesma, grupos, instituições ou comunidades.
Uma das características que definem o ser humano é não só a capacidade de pensar, mas também a capacidade de estar consciente daquilo que pensa.

A cognição social envolve três processos básicos:

1 – A informação é interpretada. Quer dizer que damos sentido à informação que recebemos dos outros utilizando o contexto onde a situação ocorre, a nossa experiência prévia, os nossos valores culturais. O comportamento nunca é interpretado no vazio.

2 – A informação é analisada. Quer dizer que as interpretações iniciais podem ser ajustadas e alteradas. As primeiras impressões influenciam o que pensamos sobre alguém, mas as interacções e o conhecimento que vamos adquirindo podem mudá-las.

3 – A informação é guardada na memória da qual pode ser recuperada, lembrada e utilizada. Recuperá-la pode exigir um grande esforço que algumas vezes não estamos dispostos a fazer.

A cognição social permite-nos conhecer os outros e relacionarmo-nos com eles.

Ideias fundamentais da cognição social:

1 – As pessoas são limitadas na sua capacidade de processar informação. Utilizamos estratégias para fazer julgamentos ou para tomar decisões rápidas usando um esforço mental mínimo.

2 – As estratégias cognitivas têm por objectivo agilizar os julgamentos e as tomadas de decisão e uma delas pode ser o uso de esquemas cognitivos. Em situações semelhantes podemos comportar-nos espontaneamente, ou seja, a resposta está tão bem aprendida que é automática. Distingue-se então entre pensamento espontâneo e pensamento deliberado. Quando usamos o pensamento espontâneo, o esforço mental e o tempo despendidos são mínimos, mas quando usamos o pensamento deliberado, levamos tempos, fazemos um esforço mental consciente par pensar nas coisas de modo mais profundo antes de fazer um julgamento ou de tomar uma decisão.

3 – A auto-estima é fundamental na cognição social. A avaliação que fazemos de nós próprios influencia o que pensamos e o modo como o fazemos, já que ela depende da forma como os outros se comportam face a nós. Uma pessoa com uma auto-estima equilibrada percebe-se como capaz, esforça-se e é normalmente confiante face aos outros.

A cognição social é o conjunto dos processos mentais pelos quais as pessoas percebem e se comportam face aos outros, individualmente ou em grupo. Através da cognição social cada um de nós constrói uma versão diferente do mundo, incluindo aquilo que para nós é verdadeiro ou falso, o que é certo ou errado.

Uma das áreas de estudo da Psicologia Social tem por objectivo compreender a forma como a cognição social influencia o nosso comportamento, como é que as pessoas influenciam e são influenciadas pelos outros e pelos grupos.

A cognição social é a forma como os nossos pensamentos e sentimentos influenciam a nossa relação com os outros. Isto permite-nos perceber o que é que pensamos sobre nós próprios e sobre os outros, por que é que gostamos de uns e não de outros, como formamos e mudamos as nossas atitudes, como e por que é que usamos estereótipos para avaliar os outros, algumas vezes de modo pouco justo.
Cada um de nós vive, ao mesmo tempo, num mundo público e privado. Vivemos os nossos pensamentos e sentimentos de modo privado, mas eles são produto do meio social e cultural que influencia os nossos comportamentos públicos.

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