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sábado, 12 de fevereiro de 2011

A FILOSOFIA DA ACÇÃO

(apontamento)

A Filosofia da Acção é uma área interdisciplinar que colhe contributos da Metafísica, da Filosofia da Mente, da Psicologia e da moderna Teoria da Decisão.

O objecto de estudo da Filosofia da Acção é a justificação da crença na racionalidade da acção humana. Distingue-se da Ética por não considerar os aspectos morais do agir, analisando apenas o que está na base da acção – crenças, desejos, intenções, motivos e causas.
O seu método consiste na análise das frases de acção, mediante as quais os agentes descrevem e explicam o que fazem.

O problema central da Filosofia da Acção é o de saber:
Como compatibilizar a crença de que somos seres racionais com o facto de agirmos frequentemente de forma irracional?
Um acontecimento é uma acção apenas no caso de ser possível descrevê-lo de forma a exibir a presença de uma intenção no agente.

O que é uma intenção? É um estado mental mediante o qual se concretiza, se anula ou se mantém um certo estado de coisas.
Os desejos e as crenças, e o seu discutido papel causal nas acções, são exemplos de estados mentais intencionais.

É legítimo pensar que qualquer comportamento racional terá de se conformar à transitividade das preferências. Mas os estudos empíricos da Psicologia mostram que isto nem sempre acontece, o que intriga muito os filósofos.

Um agente tem falta de força de vontade se tiver o desejo de produzir um certo efeito e tiver a crença de que uma dada acção é a melhor forma de produzir esse efeito e, no entanto, não realizar esta acção.

Definição dos conceitos nucleares:

Acção: é uma interferência consciente e voluntária de um ser humano (o agente), dotado de razão e de vontade, no normal decurso das coisas, que sem a sua inferência seguiriam um caminho distinto;
Agente: é o ser humano que realiza consciente e voluntariamente uma acção;
Intenção: é o para quê, isto é, o propósito que o agente quer atingir;
Motivo: é a razão pela qual ele age.

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