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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

VALORES

Já pensaste o que é um valor?

O Homem aprecia a avalia a importância que as coisas, as pessoas a os acontecimentos têm para si. Isto acontece todos os dias, nem te apercebes, mas é isso que está a acontecer.

Para poder fazer estas avaliações ele usa padrões valorativos, formulando juízos de valor. É bom distinguir juízos de valor e juízos de facto:

Os  Juízos de Facto distinguem-se dos Juízos de valor.

Os juízos de facto descrevem objectivamente os factos, por isso, podemos verificar se são verdadeiros ou falsos.

Os juízos de valor enunciam uma apreciação subjectiva dos objectos em função da existência neles de determinadas propriedades que para nós são valores.

É a presença dessas qualidades valorizadas que nos faz julgá-las dignas de estima ou desejáveis a estabelecer com elas uma relação de preferência.

Aprendemos a interiorizamos os valores através da nossa educação, pois os valores emergem na vida social, fazem parte da cultura a identificam os ideais de uma sociedade.

Sendo componentes culturais, os valores implicam adesão a acção, isto é, se os interiorizamos a nos apropriamos deles guiam-nos e, por isso, concretizamo-los no modo como vivemos.

Mas como esclarecer o que é o valor?
O valor é uma qualidade potencial porque surge na relação do ser humano com as coisas, resultando de uma apreciação.

As coisas que reconhecemos como tendo valor são bens.

Os valores valem, por isso, aparecem sempre como algo que é reconhecido como desejável ou preferível (valor positivo) ou rejeitável (valor negativo). A polaridade dos valores refere-se a esta bivalência dos valores, a um pólo positivo está sempre ligado um pólo negativo. Já estás a ver que uma outra característica dos valores é a: polaridade.

A hierarquização dos valores expressa numa escala o grau de importância relativa que é reconhecida aos diferentes valores.

Os valores existem em todas as sociedades embora variem as qualidades que as coisas têm de possuir para poderem ser consideradas bens (carácter absoluto/relativo dos valores).

Atribuir valor a algo envolve os domínios intelectual a afectivo-emocional.

A evolução a progresso social acarretam o aparecimento de novos problemas a novas mentalidades e a necessária transformação dos valores; esta mudança de valores é tomada, por alguns autores, como sinal de uma crise dos valores espirituais a mesmo de um vazio axiológico. (não te esqueças que a axiologia é a ciência que trata dos valores).

Relembrando:

Valor - Aquilo que torna as coisas desejáveis a dignas de estima, orientando as escolhas das pessoas no seio de uma cultura. Padrão, modelo de ser ou de agir que uma sociedade reconhece como ideal e, por isso, desejável. Os valores adquirem o seu sentido num determinado contexto histórico a cultural.

O conceito valor pode ter várias acepções:

1 - um significado técnico (o valor de uma mercadoria);
2 - o valor de uma incógnita (de uma equação matemática);
3 - um significado afectivo (o carácter das coisas que nos merecem estima);
4 - um significado moral (ao ser atribuído por alguém a uma atitude).

São qualidades potenciais, isto é, qualidades que se distinguem das qualidades sensíveis das coisas, pois são atribuídas ao objecto por alguém em certas circunstâncias.
O valor é sempre valor para alguém, isto é, está sempre referido a um sujeito, pelo que não há unanimidade na apreciação do valor das coisas (dos factos, dos comportamentos ou dos acontecimentos).

Os valores não são algo concreto e objectivo, não são coisas reais, nem concretas ou palpáveis. Eles são qualificadores das coisas, não estando nelas, mas fazendo parte do sujeito. É o sujeito que dá valor ás coisas, que as qualifica, que lhes atribui um determinado significado. O valor está no sujeito e não nos objectos. Um objecto não é bonito ou feio, útil, ou inútil, mas a beleza e a feiura, a utilidade ou a inutilidade estão no sujeito que estabelece uma relação com os objectos.

Os valores não são coisas, são conceitos abstractos criados pelo sujeito que exerce uma valoração sobre os objectos e/ou situações.

Os valores são subjectivos, eternos, mutáveis, hierarquizados, universais e orientadores da nossa conduta.

Desde sempre que o homem se regeu por valores. No entanto, estes variam em função da sociedade, da época histórica, da cultura do próprio homem. Há valores que ao longo dos tempos caem em desuso, outros há que adquirem uma maior importância mas, independentemente desse facto, todos eles fazem parte do universo valorativo humano. São também universais pois todos nós sabemos o que significam independentemente do facto de os considerarmos ou não prioritários. Orientam a nossa conduta pois em todas as nossas acções eles estão presentes de forma absoluta, sendo eles que nos levam a agir desta ou daquela maneira.

Os valores estão hierarquizados segundo o seu grau de importância e cada pessoa, cada época histórica, cada cultura tem a sua hierarquia de valores. Nem todos colocam no topo da escala hierárquica os mesmos valores e é por isso que assistimos a comportamentos e atitudes tão díspares entre si.

Podemos também estabelecer uma distinção entre juízos de existência e juízos de valor. Juízos de existência são juízos que têm a ver com acontecimentos, com factos. Os juízos de valor envolvem uma carga valorativa, isto é, são qualificadores dos juízos de existência.
Os juízos de existência são factuais, universais, concretos e objectivos; os juízos de valor são subjectivos e qualificam os primeiros. Se afirmo: «O Luís partiu um braço», é um juízo de existência, mas se afirmo: «O Luís é um verdadeiro idiota», é um juízo de valor, o qual não necessita do consenso de todas as pessoas para existir.

Os valores são eternos embora haja valores que tenham caído em desuso. No entanto, todos sabemos o que é a honra, a fidelidade, o heroísmo, o que significa que eles se continuam a manter e a existir apesar de não terem a importância que lhes era atribuída há alguns anos atrás.
O homem é um criador de valores e move-se num universo valorativo, atribuindo qualidades às coisas, às circunstâncias, às pessoas. Os valores existem desde que o homem vive em sociedade e eternizam-se, mudando unicamente a forma como são definidos.

Exercícios práticos:

1 . Defina valor.

R: Valor – é o motivo fundamental da nossa decisão e acção, é a forma de legitimar e justificar a nossa decisão e acção. Valor é o critério do preferível e da nossa preferência. O valor dá ao agente um motivo para agir. As nossas acções são movidas pelos valores. O valor é o critério segundo o qual valorizamos ou desvalorizamos objectos e coisas; é a razão que justifica ou motiva a nossa acção, tornando-a preferível a outra. Valor – é o carácter das coisas que consiste em que elas sejam mais ou menos estimadas ou desejadas pelo sujeito ou, mais frequentemente, por um grupo de sujeitos.

2 . Indique o pólo oposto dos seguintes valores: bem, verdade, beleza, direito, justiça, harmonia, paz.

R: Bem – mal; Verdade – mentira; Beleza – fealdade; Direito – arbitrariedade; Justiça – injustiça; Harmonia – desordem; Paz. – guerra.

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