Ano lectivo de 2010/11
TESTE SUMATIVO
FILOSOFIA 10º
Duração: 90 minutos
Leia atentamente o seu teste Sumatívo antes de começar a responder. Nada de pressas! Deve ter em conta os seguintes critérios, segundo os quais as suas respostas serão avaliadas:
Domínio dos conteúdos e temas tratados – 40%; Análise e interpretação de documentos /frases apresentada – 30%; Rigor conceptual – 10%, Correcção linguística – 10%, Clareza e sequência lógica das ideias – 10%.
GRUPO I (12x5=60 pontos)
As questões deste grupo são de selecção. Indique para cada questão a opção correcta:
1 – A filosofia espontânea:
A – Desenvolve-se de forma crítica e rigorosa.
B – É típica dos filósofos profissionais.
C – É comum a todos os seres racionais.
D – Encontra-se apenas em tratados filosóficos.
2 – A filosofia possui apenas uma dimensão teórica. Esta afirmação é:
A – Verdadeira, porque a filosofia se reduz à mera especulação.
B – Falsa, porque filosofar é um exercício inútil.
C – Verdadeira, porque a filosofia é incapaz de influenciar a dimensão prática da vida.
D – Falsa, porque a filosofia nos ajuda a orientarmo-nos no mundo e a agir de forma responsável.
3 – As relações entre o pensar e o agir podem ser caracterizadas do seguinte modo:
A – Pensamos primeiro e só depois agimos.
B – Agimos primeiro e só depois pensamos.
C – Entre o pensar e o agir existe uma dialéctica, uma influência recíproca.
D – O pensar e o agir são totalmente independentes entre si.
4 – O saber filosófico pode caracterizar-se como um saber:
A – Metódico, racional, crítico.
B – Metódico, irracional, acrítico.
C – Imetódico, irracional, acrítico.
D – Metódico, racional, acrítico.
5 – No âmbito da lógica e dos princípios lógicos, é correcto afirmar que:
A – A lógica se dedica ao estudo dos processos mentais.
B – O princípio de identidade afirma que a mesma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, segundo a mesma perspectiva.
C – Um pensamento rigoroso e coerente se encontra num plano superior ao dos princípios lógicos.
D – Os princípios lógicos constituem os pressupostos de todo o pensamento consistente.
6 – Relativamente aos raciocínios, é correcto dizer que:
A – Todos os raciocínios válidos são verdadeiros.
B – Pode haver raciocínios válidos com premissas verdadeiras e a conclusão falsa.
C – Num raciocínio válido é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa.
D – Nos raciocínios inválidos nunca há proposições verdadeiras.
7 – Explicar um texto é:
A – Apresentar o que o autor realmente diz.
B – Evidenciar a nossa opinião acerca do que é dito no texto.
C – Indicar a perspectiva de um determinado comentador acerca desse texto.
D – Fazer uma lista de objecções ao pensamento do autor.
8 – Argumentar consiste em:
A – Falar eloquentemente para que a nossa opinião se torne apelativa.
B – Discutir acaloradamente, a fim de que a nossa tese se imponha pela força.
C – Apresentar um conjunto de razões a favor de determinada conclusão.
D – Fazer o que está ao nosso alcance para que as nossas ideias sejam tidas por superiores às dos outros.
9 – A acção humana pode caracterizar-se como sendo:
A – Consciente, involuntária e racional.
B – Consciente, voluntária e irracional.
C – Consciente, involuntária e intencional.
D – consciente, voluntária e intencional.
10 – Deliberar implica:
A – Escolher um objectivo de acção.
B – Encontrar os meios necessários para realizar dada acção.
C – Decidir o que fazer em determinada situação.
D – Reflectir acerca das diferentes possibilidades de acção.
11 – É através dos motivos que podemos compreender plenamente uma dada acção humana. Esta afirmação é:
A – Verdadeira, porque o motivo deriva da realização da acção.
B – Falsa, porque o motivo por si só não explica integralmente uma acção humana.
C – Verdadeira, porque o motivo revela a razão pela qual a acção ocorre.
D – Falsa, porque o motivo corresponde ao objectivo da acção.
12 – Ser responsável é:
A – Cumprir exclusivamente as leis, normas e regras morais.
B – Agir sempre com muito cuidado para não prejudicar os outros.
C – Assumir as suas acções e ser capaz de responder por elas.
D – Ter consciência do que se faz.
GRUPO II
1 – Tenha em conta a seguinte citação:
“Para examinar a verdade é necessário, uma vez na vida, colocar todas as coisas em dúvida, tanto quanto se puder.”
Descartes, Princípios da Filosofia, Areal Editores, p. 59
1.1. Refira a partir deste excerto algumas razões que justificam a dúvida na procura da verdade. (10 pontos)
2. Atenda ao seguinte texto:
“A filosofia não é pois um meio, mas um fim. Não serve, mas é servida por todas as coisas, pelo próprio homem, pelo que nele existe de mais nobre, que é a sua faculdade intelectual.
Uma vez estabelecido que a filosofia não tem uma utilidade técnica, é necessário levar a questão a um plano mais profundo – metafísico ou pessoal – e perguntar se a filosofia poderá ter alguma repercussão útil de carácter espiritual. E, a esta pergunta, foram várias e opostas as respostas ao longo da história.”
Rafael Gambra, Pequena História da Filosofia, Planeta Editora, p.24
2.1. Comente este texto à luz do problema da utilidade da filosofia. (15 pontos)
3. Tenha em consideração o texto que se segue:
“E o primeiro dos seus atributos [de Deus] que parece dever ser aqui considerado consiste em que ele é muito verdadeiro e a fonte de toda a luz, de maneira que não é possível que nos engane, isto é, que seja directamente a causa dos erros aos quais estamos sujeitos e que experimentamos em nós próprios. Com efeito, ainda que a habilidade em poder enganar pareça ser um sinal de subtileza de espírito entre os homens, nunca todavia a vontade de enganar procede senão da malícia, ou do temor e da fraqueza, e, por conseguinte, não pode ser atribuída a Deus. (…)
Ora, ainda que Deus não nos tenha dado um entendimento omnisciente, não devemos crer por isso que ele seja o autor dos nossos erros, porque todo o entendimento criado é finito, e é da natureza do entendimento finito não ser omnisciente.
Descartes, Princípios da Filosofia, Areal Editores, pp.69-70 e 72
3.1. Identifique a tese principal. (5 pontos)
3.2. Evidencie os argumentos usados para a defender. (10 pontos)
GRUPO III
1 – Considere o seguinte texto:
“Na linguagem ordinária, a acção não é um acontecimento, isto é, algo que acontece; entre o fazer e o acontecer há dois jogos de linguagem.
Paul Ricoeur, O Discurso de Acção, Edições 70, p.30
1.1 – Explicite a afirmação, distinguindo o que fazemos do que nos acontece. (10 pontos)
2. Tenha em conta a seguinte situação:
Imagine que vai a casa de um professor seu e o encontra no escritório, a abrir e fechar livros na mesa de trabalho, a consultar dossiers, todo ele rodeado de papéis, de figuras, de apontamentos, canetas de cor e acetatos. Em conversa com ele, acaba por confirmar que tudo aquilo tem em vista a preparação das aulas do dia seguinte. Confirma também que ele se preza de ser um profissional competente e que pretende que os seus alunos obtenham bons resultados.
2.1. Tendo por base a situação apresentada no texto, indique:
a) Qual é a acção? (10 pontos)
b) Quem é o agente? (10 pontos)
c) Qual a sua intenção? (10 pontos)
d) Qual o motivo? (10 pontos)
e) Qual a finalidade? (10 pontos)
V.S.F.F.
3 – Correlacione as colunas do quadro que se segue, preenchendo com os algarismos da coluna da esquerda os quadrados vazios da coluna da direita. (15 pontos)
1 | Agente | Responde à pergunta quê (que fazer). | |
Responde à pergunta para quê. | |||
2 | Intenção | Responde à pergunta porquê. | |
Menciona a acção ulterior em vista da qual se faz a presente acção. | |||
3 | Motivo | A acção depende de mim. | |
Poder de decisão. |
GRUPO IV
Tenha em atenção que a sua resposta será avaliada de acordo com critérios já mencionados inicialmente. (25 pontos)
1 – Tenha em conta a tabela que versa acerca do Trabalho filosófico e a Dimensão Discursiva:
Trabalho Filosófico – Dimensão discursiva | |
Etapas: | |
Problema | O que é a Tolerância? |
Definição | Tolerância designa uma permissão, uma condescendência, um consentimento em relação a determinado valor ou postura social. |
Tese | Na vida do dia-a-dia tolera-se. |
Argumentação | Agimos, umas vezes toleramos, outras não no nosso dia-a-dia. A tolerância ou ser tolerante tem a ver com os princípios culturais de uma determinada sociedade, estão em causa os valores, são os mesmos que orientam posturas. A acção humana face à tolerância passa por uma aceitação ou não, consciente e voluntária de determinadas normas vigentes. Racismo e outras fobias estão na ordem do dia. Ser tolerante nem sempre é sinal de inteligente, contudo, somos tolerantes para sermos tolerados… (…). |
1.1. – Elabore um comentário (filosófico) onde articule o problema, a definição, a tese e a argumentação.
Total: 200 pontos
Bom trabalho!
Sem comentários:
Enviar um comentário